Tentando se reerguer

Após ser vítima do maior hack cripto, a CoinCheck anunciou que voltará a disponibilizar saques em JPY (Iene) na próxima semana.

Em um anúncio hoje, a abatida exchange confirmou que removerá a suspensão temporária de saques em ienes para clientes em sua plataforma. O serviço foi suspenso a fim de “proteger e garantir a integridade dos recursos de clientes”, disse a empresa, após confirmar o desonroso fato de se tornar vítima do maior hack de criptomoedas do mundo.

Em seu comunicado, a exchange disse:

“Em relação à atual redisponibilização de saques em JPY, todas as posses de clientes em JPY estão sendo armazenadas em uma conta destinada a clientes em uma importante instituição financeira. Planejamos retomar nossas operações normais de saques em JPY a partir da seguinte data (13 de fevereiro) e processaremos as solicitações de clientes em ordem de chegada.”

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Aqueles afetados terão de esperar

Além disso, a empresa ressaltou que a data de retomada dos saques não está relacionada com sua promessa de reembolsar clientes que foram afetados pelo hack no fim de Janeiro. Duas semanas atrás, executivos da Coincheck dramaticamente confirmaram os boatos de que a exchange havia sido vítima de um hack em que 500 milhões de NEM, equivalentes ao valor de  $530 milhões de dólares, tinham sido roubados de sua hot wallet. No dia seguinte, a Coincheck anunciou sua intenção de compensar cerca de 260.000 vítimas donas de moedas NEM.

Após o incidente, o ministro de finanças do Japão, conhecido por criticar a regulamentação excessiva no setor cripto, exortou órgãos reguladores a reforçar a supervisão sobre exchanges de criptomoedas. A Coincheck é uma das 16 exchanges que estão atualmente operando sem uma permissão e registro oficiais no órgão regulador financeiro do Japão, a Financial Services Agency (FSA). Segundo informações, nesta semana, a FSA conduzirá inspeções pessoalmente em várias exchanges cripto, como forma de reforçar a fiscalização e forçar as exchanges instaladas no país a adotarem melhores práticas de segurança cibernética.

Fonte: CCN.com