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O que é Ethereum?

por Andre Cardoso

12/08/2017 - 3:46 pm

Por dentro da Ethereum

Antes de você entender o ethereum, vamos entender a internet, primeiro.

Hoje, nossos dados pessoais, senhas e informações financeiras estão, em grande parte, armazenados nos computadores de outras pessoas – em nuvens e servidores pertencentes a empresas como Amazon, Facebook ou Google. Mesmo este artigo do Webitcoin é armazenado em um servidor controlado por uma empresa que cobra para armazenar esses dados.

Esta configuração tem uma série de conveniências, pois essas empresas têm equipes de especialistas para ajudar a armazenar e proteger esses dados e remover os custos que acompanham a hospedagem e o tempo de atividade.

Mas com essa conveniência, há também a vulnerabilidade. Como sabemos, um hacker ou um governo pode obter acesso indesejado aos seus arquivos sem o seu conhecimento, influenciando ou atacando um serviço de terceiros – o que significa que eles podem roubar, vazar ou trocar informações importantes.

Brian Behlendorf, criador do Apache Web Server, chegou a rotular esse design centralizado como o “pecado original” da Internet. Alguns, como Behlendorf, argumentam que a Internet sempre deveria ser descentralizada, e um movimento fragmentado surgiu usando novas ferramentas, incluindo a tecnologia blockchain, para ajudar a atingir esse objetivo.

Ethereum é uma das tecnologias mais recentes deste movimento.

Enquanto o bitcoin ameaça naturalmente o PayPal e o banco on-line, o ethereum tem como objetivo usar uma cadeia de blocos (blockchain) para substituir serviços de terceiros na Internet – aqueles que armazenam dados, transferem hipotecas e acompanham os instrumentos financeiros complexos.

O “computador mundial”

Em suma, ethereum quer ser um “computador mundial” que seria descentralizado – e alguns ainda argumentariam, democratizar o modelo cliente-servidor existente.

Com ethereum, servidores e nuvens são substituídos por milhares de “nós” administrados por voluntários de todo o mundo (formando assim um “computador mundial”).

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A visão é que o ethereum permitiria essa mesma funcionalidade para pessoas em qualquer lugar do mundo, permitindo, inclusive, a competição por serviços, além dessa infraestrutura.

Percorrendo uma loja de aplicativos típica, por exemplo, você verá uma variedade de quadrados coloridos que representam tudo, desde bancos até fitness e aplicativos de mensagens. Esses aplicativos dependem da empresa (ou de outro serviço de terceiros) para armazenar as informações do seu cartão de crédito, histórico de compras e outros dados pessoais em algum lugar, geralmente em servidores controlados por empresas terceirizadas.

Sua escolha de aplicativos é, naturalmente, também gerenciada por terceiros, na medida em que a Apple e o Google mantêm e curam (ou, em alguns casos, censuram) os aplicativos específicos que você pode baixar.

Veja, por exemplo, um serviço de documentos on-line como o Evernote ou o Google Docs.

Se tudo ocorrer conforme o planejado, a Ethereum retornaria o controle dos dados nesses tipos de serviços ao seu proprietário e os direitos criativos para o autor.

A idéia é que uma entidade não terá mais controle sobre suas anotações e que ninguém pode banir de repente o próprio aplicativo, perdendo temporariamente todos os seus dados offline.
Somente o usuário pode fazer alterações, e não qualquer outra entidade.

Ethereum is the future

Teoricamente, ele combina o controle que as pessoas tiveram sobre suas informações no passado com a informação de fácil acesso que estamos acostumados na era digital. Cada vez que você salva as edições, ou adiciona ou apaga notas, cada nó na rede faz a alteração.

Vale ressaltar que a ideia foi recebida com certo ceticismo.

Embora pareça ser possível, não está claro quais aplicativos de cadeias de blocos realmente serão úteis, seguros ou escaláveis, e se eles sempre serão tão fáceis de usar quanto os aplicativos que usamos hoje.

Fonte: Coindesk