12 milhões de iranianos possuem Bitcoin e outras criptomoedas

Investir em Bitcoin e outras criptomoedas é bastante popular no Irã. De acordo com o CEO da Bitestan, a maioria dos comerciantes iranianos usa exchanges locais de criptoativos.

Nos últimos meses, um número crescente de iranianos têm investido em ativos digitais descentralizados. De acordo com um relatório do Financial Tribune, mais de 88% dos negócios são realizados por meio de plataformas de câmbio locais.

“Estima-se que 7 a 12 milhões de iranianos possuem criptomoedas”.

Afirmou Hamed Mirzaei, CEO da Bitestan, uma das exchanges de criptoativos do país.

“As transações diárias de criptomoedas dos iranianos são estimadas entre 30 e 50 trilhões de riais (US $ 181 milhões), enquanto não há regulamentação sobre o comércio de criptomoedas”, acrescentou.

Os comentários de Mirzaei foram feitos logo depois que as autoridades iranianas expressaram preocupação com as criptomoedas. Em maio de 2021, as plataformas de negociação de moedas digitais foram acusadas de aproveitar a volatilidade do mercado de ações, enfrentando uma queda significativa nas transações desde o verão passado.

O Banco Central do Irã (CBI) alertou os cidadãos contra as criptomoedas, dizendo que esses investimentos seriam por sua própria conta e risco. Além disso, o Parlamento solicitou à Administração Nacional de Impostos que compilasse uma lista de proprietários de exchanges de criptoativos iranianas.

O presidente do Majlis, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que não basta proibir o comércio de cripto e pediu ao CBI que, desenvolva regulamentações precisas para o setor.

A posição do governo sobre o BTC.

O Irã é responsável por 4,5% de toda a mineração de Bitcoin. A criptomoeda permite que o país contorne as sanções e compre produtos importados. Analistas dizem que muitos dos que fazem transações de Bitcoin e pagam comissões aos mineradores iranianos estão nos Estados Unidos – o país que iniciou as sanções contra o Irã.

Os mineradores iranianos consomem cerca de 600 MW por ano; para produzir tanta eletricidade, você precisa de aproximadamente 10 milhões de barris de petróleo.

Em maio, o Banco Central do Irã permitiu que mineradores de criptomoedas “licenciados” voltassem a ficar online. Ao mesmo tempo, o regulador não explicou como rastreará o influxo de criptoativos estrangeiros e como pretende impedir que entrem no território iraniano.

Os especialistas acreditam que, ao fazer isso, as autoridades iranianas estão tentando evitar o vazamento de capital causado por uma onda recente de desvalorização da moeda nacional. Entre janeiro de 2017 e janeiro de 2021, o rial iraniano perdeu 80% de seu valor, enquanto o Bitcoin cresceu quase 4.000% no mesmo período.

Em 2020, o Irã permitiu que os mineradores extraíssem legalmente Bitcoin em usinas de energia locais. O país tem as tarifas de eletricidade mais baixas, o que é muito atraente para os mineradores de BTC, que tendem a buscar eletricidade barata e um clima frio para maximizar os lucros.

 

Fonte: CoinTribune

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Foto de Neidson Soares O autor:

Conheceu esse universo dos criptoativos em 2016 e desde 2017 vem intensificando a busca por conhecimentos na área. Hoje trabalha juntamente com sua esposa no criptomercado de forma profissional. Bacharelando em Blockchain, Criptomoedas e Finanças na Era Digital.

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