1inch cresce em usuários, mas volume cai no 1T26
O 1inch Limit Order Protocol iniciou 2026 com alta expressiva no número de usuários ativos, embora a atividade financeira tenha perdido força no mesmo período. No primeiro trimestre, a média diária de endereços ativos subiu 45,9% ante o quarto trimestre de 2025, de 2.900 para 4.200.
Ao mesmo tempo, o volume médio diário caiu 30,1%, para US$ 72,9 milhões. Além disso, o tamanho médio das ordens recuou 40,2%, para US$ 2.700. Assim, os números indicam que mais participantes usaram a infraestrutura da 1inch, mas com operações menores e menor valor por transação.
A combinação revela uma mudança relevante dentro do mercado cripto. Embora a base de usuários tenha crescido, a intensidade financeira das negociações perdeu tração. Em outras palavras, a plataforma atraiu mais carteiras ativas, porém registrou menor volume agregado no trimestre.
BNB Chain concentrou a expansão do protocolo
A principal alavanca de crescimento da 1inch no período veio da BNB Chain. Na rede, a média diária de endereços ativos saltou 340,8% em relação ao trimestre anterior e alcançou 2.700 carteiras. Dessa forma, a BNB Chain respondeu por 64,4% de todos os endereços ativos do Limit Order Protocol.
Além disso, o comportamento do volume na rede destoou do desempenho consolidado da 1inch. Enquanto o volume total do protocolo caiu no trimestre, a BNB Chain registrou alta de 52,7% na média diária movimentada, que chegou a US$ 24,0 milhões. Portanto, a rede não apenas concentrou usuários, como também sustentou parte importante da atividade financeira.
O relatório divulgado em 22 de maio de 2026 relaciona esse movimento à parceria entre 1inch e Ondo Finance. A integração permitiu swaps de ativos do mundo real tokenizados por meio da 1inch Swap API. Com isso, o volume acumulado de negociações de ações tokenizadas e ETFs tokenizados processados via 1inch superou US$ 2,5 bilhões em 5 de março de 2026.
Ativos tokenizados ajudaram a compensar a fraqueza geral
Esse avanço mostra que a demanda por ativos tokenizados ganhou espaço dentro do ecossistema da 1inch. Ainda assim, o crescimento nessa frente não reverteu a queda do volume consolidado do protocolo. Ou seja, a expansão ocorreu de forma concentrada, sobretudo na BNB Chain, enquanto outras áreas da operação perderam fôlego.
Além do efeito direto no volume, a integração com a Ondo Finance reforçou a presença da 1inch em um segmento que combina finanças tradicionais e infraestrutura de blockchain. Nesse sentido, o protocolo ampliou sua utilidade para usuários interessados em exposição a versões tokenizadas de ações e ETFs, sem alterar o quadro geral de retração no volume total.
Ethereum perdeu tração, enquanto Fusion ficou estável
Em contrapartida, o Ethereum seguiu na direção oposta durante o primeiro trimestre. Tanto o número de endereços ativos quanto o volume negociado recuaram na rede. Assim, a divergência entre os ecossistemas monitorados pela 1inch ficou mais evidente no início de 2026.
O restante da estrutura de produtos da plataforma apresentou um cenário misto. O Aggregation Protocol registrou queda relevante no total de endereços. Já o Fusion, solução da 1inch voltada à execução sem gás para o usuário, permaneceu praticamente estável no período. Portanto, o crescimento observado no trimestre não se espalhou de forma homogênea por todas as frentes do protocolo.
No desenvolvimento de produto, a 1inch lançou o Trade Mode em 3 de março de 2026. A atualização reformulou a interface de negociação e reduziu para 14 segundos o tempo mediano de execução das transações no Fusion, segundo o mesmo relatório.
O que os números do trimestre mostram
No balanço do primeiro trimestre de 2026, a 1inch combinou expansão de usuários com retração de volume. De um lado, a plataforma registrou forte crescimento na média diária de endereços ativos. De outro, viu o volume médio diário e o tamanho médio das ordens caírem de forma relevante.
Acima de tudo, a BNB Chain funcionou como o principal motor desse avanço, enquanto o Ethereum perdeu espaço. Ao mesmo tempo, a parceria com a Ondo Finance ajudou a impulsionar swaps de ativos tokenizados e levou o volume acumulado desse segmento além de US$ 2,5 bilhões. O resultado consolidado mostra uma base maior de usuários, mas com operações menores e menor intensidade financeira.