80% dos bancos centrais estão trabalhando em moedas digitais

Segundo pesquisa do Banco Internacional Settlements 80% dos bancos estão desenvolvendo moedas digitais, inclusive no Brasil.

O Banco Internacional constatou que 80% dos bancos centrais do mundo estão trabalhando no lançamento de sua moeda digital. Além disso, 10% dos bancos centrais desenvolveram projetos-piloto, e os bancos que representam coletivamente 20% da população mundial disseram que provavelmente emitirão moedas digitais nos próximos anos.

O relatório anual entrevistou 66 bancos centrais, incluindo Austrália, Brasil, China, França, Reino Unido e EUA, sobre suas perspectivas para os CBDCs, moedas digitais bancárias. Os bancos que participaram da pesquisa representam 90% da economia global. 

Os resultados mostram que o envolvimento nos CBDCs está aumentando, em uma pesquisa de 2018, 70% dos bancos centrais estavam trabalhando em moedas digitais, 10% menos que este ano. 

A prova está nas manchetes: a Coreia do Sul está pesquisando, o Banco Central Europeu está pesquisando e a China está prestes a lançar uma criptomoeda. Países como Venezuela e Senegal já possuem moedas digitais. 

Mas não espere um dólar digital, euro ou libra por enquanto. O relatório constatou que são os bancos centrais nos mercados emergentes, e não nos mercados desenvolvidos, provavelmente considerariam a emissão de substitutos digitais por dinheiro. 

De fato, 90% dos que provavelmente emitem CBDCs no médio prazo estavam em mercados emergentes; as principais motivações foram aumentar a inclusão financeira, segurança e robustez de pagamentos e eficiência nos pagamentos domésticos. 

E não se engane: os bancos tradicionais não vão aderir o Bitcoin em breve. Segundo o relatório, nenhum banco central disse que as criptomoedas eram significativas para pagamentos domésticos ou transfronteiriços; e o uso de criptomoeda é considerado “trivial/sem uso” ou relegado à obscuridade. 

Imagem Piro4d por Pixabay.

Fonte: Decrypt

Foto de Mirian Romão
Foto de Mirian Romão O autor:

Graduada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e Pós-Graduada em Comunicação em Redes Sociais.

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