Altcoins que ganham força enquanto o Bitcoin perde suporte

ZEC, PI e TNSR: três apostas com correlação negativa que podem surfar a queda do Bitcoin
O mercado permanece pressionado, e o Bitcoin pode cair mais, embora torcemos para uma rápida recuperação. No entanto, por precaução, traders procuram altcoins com estrutura técnica favorável e correlação negativa com o BTC. Eis três escolhas com configuração clara de compra caso o BTC caia ainda mais.
Por que buscar altcoins com correlação negativa
A correlação negativa rende oportunidades em mercados dominados pelo Bitcoin. Assim, ativos que tendem a subir quando o BTC cai funcionam como hedges táticos. Além disso, essas altcoins costumam atrair fluxo de traders que buscam rendimentos absolutos. Por isso, entendê-las é essencial antes de arriscar entradas em níveis baixos do BTC.
Zcash (ZEC): quadro técnico e alvos
A Zcash mantém um dos gráficos mais limpos do universo alt. A correlação de um mês com o Bitcoin é de -0,87, ou seja, moves opostos são recorrentes. Além disso, os compradores defenderam quedas desde a quebra da bandeira em 14 de novembro. Assim, a resistência imediata está em US$ 749. Uma fuga acima abre caminho para US$ 898 e, depois, para a área psicológica de US$ 1.010.
O indicador Bull Bear Power segue positivo há mais de um mês; portanto, os compradores têm controle do momentum. No entanto, a invalidação técnica fica em US$ 488. Se houver fechamento diário abaixo, a ZEC pode recuar até US$ 421. Assim, o risco é bem definido e a oportunidade é clara caso o BTC despenque.

Pi Network (PI): comportamento como hedge e sinais de fluxo
A Pi Network demonstrou notável resistência durante as quedas do mercado. Enquanto o Bitcoin caiu 19% no último mês, a Pi subiu cerca de 18%. Além disso, sua correlação de sete dias com o BTC é de -0,87, reforçando seu papel de hedge. A resistência chave está em US$ 0,25; portanto, um rompimento validado pode levar o preço a US$ 0,29.
Os fluxos de capital confirmam a força: o Chaikin Money Flow (CMF) segue acima de zero e está perto de 0,11. Se o CMF ultrapassar esse patamar, isso sinaliza retorno de capital e potencial aceleração de alta. No entanto, perda de US$ 0,22 invalida a tese de alta, com suporte em US$ 0,20 logo abaixo. Assim, a PI oferece risco-recompensa atraente com pontos de saída bem definidos.

Tensor (TNSR): correlação e dinâmica de acumulação
A Tensor destaca-se pela correlação negativa de curto prazo, com coeficiente de Pearson próximo de -0,90. Consequentemente, a TNSR se move frequentemente em direção oposta ao Bitcoin. Além disso, a moeda disparou mais de 340% na última semana, impulsionada por uma carteira que acumulou 16 milhões de tokens de forma consistente.
Tecnicamente, a EMA de 20 dias cruzou acima da EMA de 50, sinalizando força de curto prazo. A TNSR negocia perto de US$ 0,24 e precisa de um rompimento acima de US$ 0,36 para validar extensão rumo a US$ 0,44. Se a pressão continuar, há espaço até US$ 0,72 como alvo estendido. Contudo, caso o BTC se recupere rapidamente, o risco de queda leva a TNSR para cerca de US$ 0,17. Assim, a configuração é agressiva, mas com pontos de entrada e stop bem definidos.

Gestão de risco e táticas de entrada
Primeiro, opere com tamanhos reduzidos e stops claros. Além disso, prefira entradas escalonadas em zonas de suporte. Por exemplo, estabeleça compra parcial antes do rompimento e aumente apenas se houver confirmação de volume. Também, utilize alvos e stops baseados em níveis citados: ZEC (488 invalidação), Pi (0,22 invalidação) e TNSR (0,17 invalidação). Ademais, monitore a correlação com BTC; se o vínculo negativo se dissipar, reavalie posições rapidamente.
A estratégia aqui apresentada privilegia ativos com correlação negativa e fluxo de capital visível. Portanto, se o Bitcoin cair abaixo de US$ 80 mil, ZEC, Pi e Tensor surgem como candidatos plausíveis para trades de hedge ou especulação de alta. Contudo, mantenha disciplina e use gestão de risco rigorosa, já que a volatilidade permanece elevada.