Stablecoins crescem em 2025 impulsionadas pela Lei Genius
O mercado de stablecoins registrou em 2025 seu avanço mais expressivo. De acordo com dados da plataforma DeFi Llama, a capitalização total subiu de US$ 205 bilhões em janeiro para US$ 300 bilhões em novembro. Esse crescimento de 49% refletiu maior clareza regulatória e a ampliação do uso desses ativos por empresas e instituições financeiras.
Regulações fortalecem o mercado digital
A expansão das stablecoins ganhou força após a sanção da Lei Genius, aprovada em julho nos Estados Unidos. A norma estabeleceu um arcabouço federal para emissores e alinhou o setor ao sistema financeiro tradicional. Além disso, a legislação aprimorou a previsibilidade para empresas que desejavam operar com tokens pareados ao dólar, reduzindo incertezas regulatórias.
Na Europa, o MiCA também entrou em vigor, trazendo regras específicas para emissão, custódia e supervisão de ativos digitais. Essas medidas criaram um ambiente mais seguro, o que, portanto, estimulou a entrada de participantes institucionais que antes demonstravam cautela.
Tokens como USDT e USDC continuaram liderando o setor. Esses ativos mantêm paridade de 1:1 com moedas fiduciárias, sustentados por reservas que oferecem liquidez aos usuários. Assim, eles seguem como alternativa relevante para pagamentos, transferências internacionais e movimentações rápidas dentro do ecossistema de blockchain.
Efeitos imediatos da Lei Genius
A assinatura da Lei Genius pelo presidente Donald Trump acelerou o processo de institucionalização. Antes mesmo da sanção, a Stripe havia adotado suporte para stablecoins em pagamentos operados em mais de 100 países, ampliando o alcance desses ativos em soluções financeiras digitais.
No mesmo período, a PayPal fortaleceu o uso do PYUSD ao expandir o suporte do token para novas redes. O ativo ultrapassou US$ 1 bilhão em circulação, reforçando seu papel no setor. A Circle também protagonizou o ano ao realizar seu IPO na Bolsa de Nova York, movimento que consolidou a presença da empresa no mercado regulado dos Estados Unidos.
No entanto, o cenário não foi totalmente positivo. A S&P Global Ratings rebaixou a nota de estabilidade do USDT, ressaltando riscos associados à exposição da Tether a reservas de Bitcoin. Esse fator poderia gerar vulnerabilidade caso ocorresse uma queda acentuada no preço do ativo.
Novas licenças e diretrizes regulatórias
Em paralelo, o ambiente regulatório avançou com a aprovação provisória para que empresas como Circle, Ripple, Paxos, BitGo e Fidelity buscassem licenças bancárias junto ao Escritório do Controlador da Moeda dos EUA. Segundo comunicado do órgão, a entrada dessas companhias no sistema bancário impulsiona a competitividade e oferece mais segurança aos consumidores.
Além disso, o FDIC iniciou os preparativos para implementar normas relacionadas à Lei Genius, com previsão de divulgar diretrizes iniciais ainda em dezembro. Esses avanços reforçaram a perspectiva de um mercado mais maduro.
O conjunto de mudanças regulatórias, aliado à adoção crescente de stablecoins por empresas de pagamentos e à expansão das principais emissoras, consolidou 2025 como um ano decisivo para o setor. Assim, a capitalização total atingiu US$ 300 bilhões, evidenciando o impacto imediato de um ambiente mais previsível, regulado e atraente para novos participantes.