Bitcoin recua e sinaliza mudança no ciclo de preço
O Bitcoin registrou forte volatilidade após abrir janeiro de 2026 com ganhos expressivos. O ativo subiu cerca de 10% na primeira semana do ano, mas caiu abaixo de US$ 90.000 nesta quinta-feira. Esse movimento levantou novas discussões sobre possíveis mudanças na dinâmica de preço da maior cripto do mercado.
Nova dinâmica pode influenciar o comportamento do mercado
Dados do TradingView indicam que o Bitcoin alcançou US$ 94.792 em 5 de janeiro, porém perdeu força rapidamente e recuou para a faixa de US$ 89.953. Esse padrão reforçou análises que apontam para um ciclo menos intenso do que aqueles observados em anos anteriores.
O fundador da Cryptoquant, Ki Young Ju, afirmou que a entrada de capital que antes impulsionava movimentos bruscos diminuiu de forma significativa. Além disso, ele destacou que os canais de liquidez se ampliaram e se diversificaram, reduzindo a relevância das antigas ações de grandes baleias e investidores de varejo.
Segundo Ju, instituições com posições de longo prazo passaram a dominar esse fluxo, o que reduz a probabilidade de liquidações rápidas. Assim, prever momentos de entrada e saída tornou-se menos relevante, já que parte do capital migrou para outros setores, como o mercado de ações.
Gap da CME pode influenciar o curto prazo
No cenário paralelo, o investidor Ted Pillows avalia que a queda atual pode continuar até o fechamento do próximo gap da CME. Ele destacou em publicação na plataforma X que o Bitcoin fechou recentemente um gap no gráfico de futuros, mas ainda há outro intervalo aberto entre US$ 87.000 e US$ 88.000. Portanto, esse ponto pode ser revisitado antes de uma nova reversão.
Além disso, dados da Lookonchain mostram que grandes investidores seguem acumulando BTC. Em sua análise mais recente, a plataforma identificou três carteiras que, possivelmente pertencentes a uma única baleia, adquiriram 3.000 BTC avaliados em US$ 280 milhões. Isso indica confiança mesmo em meio ao movimento corretivo.
Liquidações colocam Bitcoin em posição neutra
Apesar da queda recente, analistas explicam que grande parte da pressão vendedora decorre de liquidações de posições alavancadas. Após o forte avanço no início de janeiro, muitos traders superalavancados precisaram encerrar operações de forma forçada, resultando em cerca de US$ 460 milhões em liquidações no mercado futuro.
Esse movimento levou o Bitcoin para uma zona neutra no mapa de liquidez, segundo dados da Coinglass. No entanto, especialistas monitoram de perto qual será a próxima reação significativa do mercado.
Fluxos institucionais e volatilidade moldam a leitura atual
No curto prazo, o cenário combina fatores distintos. De um lado, a pressão causada pelo gap da CME e pelas liquidações recentes tende a manter o preço pressionado. De outro lado, o acúmulo contínuo por grandes investidores e a mudança estrutural no fluxo de capital favorecem expectativas de maior estabilidade.
Portanto, a movimentação observada nos últimos dias reflete uma transição relevante no comportamento da cripto. Assim, entender a influência dos novos agentes institucionais e dos padrões de liquidez pode ser essencial para acompanhar os próximos passos do Bitcoin no ciclo atual.