Flórida reabre debate para criar reserva estatal de Bitcoin

A discussão sobre uma possível reserva digital na Flórida ganha novo fôlego com a apresentação do HB 1039. O texto busca retomar o debate sobre ativos digitais e inclui o Bitcoin como foco central da proposta. A medida retorna menos de um ano após a rejeição das primeiras tentativas de criação de um fundo estadual.

O deputado John Snyder apresentou o novo projeto com mudanças importantes em relação às iniciativas anteriores. Em vez de integrar o fundo ao Tesouro Estadual, o HB 1039 estabelece uma estrutura independente. Assim, o Diretor Financeiro da Flórida seria o responsável pela custódia e gestão da reserva, seguindo critérios definidos como conduta prudente de investimento.

Novo impulso político para um fundo digital na Flórida

O projeto determina que o CFO possa comprar, vender, trocar ou manter ativos elegíveis, desde que atendam aos requisitos estabelecidos. O principal deles exige capitalização mínima de US$ 500 bilhões durante os dois anos anteriores. No momento, apenas o Bitcoin se enquadra nessa regra, já que supera US$ 1,8 trilhão, enquanto o Ethereum permanece abaixo do limite.

Além disso, o avanço da proposta ocorre em meio a um movimento crescente entre estados norte-americanos. Texas, Arizona e New Hampshire já aprovaram leis semelhantes, criando reservas de ativos digitais para reforçar resiliência econômica. Outros estados seguem avaliando alternativas, o que forma um cenário de regulamentação fragmentada.

Estados observam o Bitcoin como proteção financeira

Para os defensores do HB 1039, a criação da reserva poderia fortalecer a proteção patrimonial do estado. O texto cita preocupações com inflação, volatilidade econômica e instabilidade financeira. Assim, os legisladores argumentam que ativos digitais podem atuar como ferramenta estratégica de diversificação.

O projeto também prevê a criação de um comitê consultivo especializado. Esse grupo seria comandado pelo CFO e composto por quatro membros escolhidos por ele. No entanto, ao menos três deles precisam ter experiência comprovada em investimentos relacionados ao setor de cripto. O comitê atuaria oferecendo suporte técnico e monitorando práticas de gestão.

De acordo com o cronograma, a legislação entraria em vigor em 1º de julho de 2026, caso aprovada. Até agora, o gabinete do deputado Snyder não se pronunciou oficialmente, o que mantém dúvidas sobre o apoio político necessário.

A possível criação da reserva digital confirma o interesse crescente da Flórida em integrar ativos alternativos ao planejamento financeiro estadual. Portanto, o foco na capitalização mínima acaba restringindo a escolha ao Bitcoin, o que reforça sua posição dominante no mercado global. Com isso, o estado pode se juntar a um grupo seleto de jurisdições que testam modelos de diversificação econômica baseados em tecnologias descentralizadas.