Bitcoin pode superar ouro em 2026, aponta IA
O potencial do Bitcoin superar o ouro em 2026 voltou ao centro do debate após uma troca de mensagens que envolveu o analista Lark Davis, o chatbot Grok e a plataforma on-chain Santiment. A discussão ganhou força quando Davis questionou qual grande ativo poderia registrar o pior desempenho no ano de 2026, estimulando análises sobre cenários futuros e tendências macroeconômicas.
IA aponta maior potencial de valorização para o Bitcoin
Entre as respostas ao questionamento, o chatbot Grok destacou que retiraria o ouro de um portfólio voltado para 2026. Segundo a ferramenta, o Bitcoin apresenta histórico de ciclos mais expressivos e maior possibilidade de valorização em comparação ao metal precioso.
A projeção da IA sugere que o Bitcoin pode ultrapassar 100 por cento de alta até 2026, alcançando cerca de US$ 169 mil. Já o ouro teria espaço limitado para avançar até aproximadamente US$ 5 mil por onça, com percentual bem inferior. Grok ressaltou que a elevada volatilidade do Bitcoin aumenta os riscos, mas também abre margem para movimentos mais amplos de recuperação e expansão.
Projeções contrastam com cenário atual do mercado
No curto prazo, porém, os dados mostram desempenho mais forte do ouro e das ações. A Santiment observou que, desde a máxima do Bitcoin próxima de US$ 126 mil no início de outubro, ativos digitais caíram enquanto metais preciosos e índices tradicionais avançaram.

Nos últimos três meses, o ouro subiu cerca de 11 por cento, enquanto o índice S&P 500 registrou alta de aproximadamente 3 por cento. Nesse mesmo período, o Bitcoin acumulou queda de aproximadamente 26 por cento. Assim, a divergência sugere que o mercado cripto pode estar apenas atrasado em relação a outros setores, com possibilidade de retomada mais adiante.
Cenário de liquidez global pode afetar ativos em 2026
Especialistas também avaliam que a liquidez global pode atingir o pico no início de 2026. Depois disso, uma desaceleração é esperada devido ao processo de refinanciamento de dívidas por governos, empresas e investidores. Isso tende a fortalecer o dólar e pressionar ativos considerados mais arriscados.
Se essa retração afetar intensamente o ouro, o Bitcoin pode enfrentar desafios semelhantes, sem garantia de fluxo migratório entre os mercados. Ainda assim, alguns analistas acreditam que pode ocorrer um período de alta curta no início de 2026, impulsionado por efeitos residuais de liquidez e avanços regulatórios.
No entanto, qualquer retomada pode ser limitada caso as condições financeiras se tornem mais rígidas ao longo do ano. Além disso, o contraste entre projeções otimistas de longo prazo e o comportamento recente do mercado reforça a natureza volátil do Bitcoin. Embora o ouro demonstre vantagem momentânea, o Bitcoin continua apontado como o ativo com maior potencial de valorização caso o ambiente macroeconômico se torne mais favorável.