CoinGecko aponta recorde de falhas entre tokens em 2025
Um novo relatório divulgado pela CoinGecko Research revelou uma escalada significativa na quantidade de tokens extintos em 2025. O estudo apontou mais de 11,6 milhões de projetos encerrados ao longo do ano, o maior índice anual já registrado pela plataforma. Além disso, o total acumulado desde 2021 ultrapassou 13,4 milhões de criptoativos que deixaram de existir.

Fonte: CoinGecko
Mercado registra forte deterioração entre novos tokens
O levantamento mostrou que mais de 53 por cento dos tokens listados no terminal da CoinGecko falharam. O cenário acompanhou a volatilidade observada ao longo de 2025, impulsionada principalmente pela expansão das memecoins. Esse segmento registrou um volume recorde de lançamentos e, consequentemente, uma taxa elevada de mortalidade entre projetos sem sustentação.
No entanto, a situação se agravou no último trimestre do ano. O período concentrou 34,9 por cento das extinções, o equivalente a mais de 7,7 milhões de tokens descontinuados. Esse aumento ocorreu enquanto plataformas facilitavam a criação de novos ativos, permitindo que qualquer usuário lançasse um token em poucos minutos, sem planejamento ou continuidade técnica.
Queda de liquidez acelerou o desaparecimento de projetos
O estudo destacou que a facilidade para lançar tokens impulsionou milhões de iniciativas efêmeras, muitas delas encerradas após poucas semanas. Essa dinâmica ampliou ainda mais a discrepância entre o número de lançamentos e a quantidade de projetos que conseguiram se manter ativos.
Assim, o mercado passou por um processo de depuração acelerado, eliminando criptoativos sem liquidez, sem propósito definido ou sem equipes dedicadas a desenvolvê-los ao longo do tempo.
Dia 10 de outubro marcou o ponto mais crítico de 2025
Segundo o relatório, o evento conhecido como o cascateamento de liquidações em 10 de outubro se tornou o principal catalisador da extinção de milhões de tokens. A data ficou marcada pela liquidação de cerca de US$ 19 bilhões em posições alavancadas em apenas 24 horas.
Portanto, esse movimento desencadeou um efeito dominó que derrubou milhares de criptoativos frágeis. Muitos deles não reuniam liquidez mínima para sustentar operações após a queda abrupta no mercado. A pressão revelou a fragilidade estrutural de grande parte dos lançamentos recentes.
O episódio antecipou o desaparecimento natural de tokens que já enfrentavam dificuldade, reforçando a percepção de que boa parte dos projetos iniciados em 2025 não possuía fundamentos sólidos.
Oscilação extrema aprofundou a limpeza no setor
A instabilidade daquele período expôs falhas de governança e ausência de desenvolvimento contínuo em inúmeros projetos. Além disso, aumentou o ritmo da seleção natural dentro do mercado, reduzindo rapidamente o número de tokens ativos.
Explosão de lançamentos impulsionou números históricos
Apesar da onda de extinções, 2025 também registrou o maior volume de novos tokens já lançados. Em 2021, existiam pouco mais de 428 mil ativos listados na plataforma. Contudo, esse número disparou para quase 20,2 milhões em 2025.
Grande parte desse avanço ocorreu graças à proliferação de launchpads e ferramentas simplificadas. Elas permitiram que criadores sem experiência técnica desenvolvessem novas memecoins em poucos cliques, intensificando a saturação do mercado.
ICOs de 2017 revelam lições importantes
Um estudo da CoinMarketCap classificou Dead Coins como ativos abandonados, sem liquidez ou vinculados a golpes. A plataforma apontou que cerca de 80 por cento das ICOs lançadas em 2017 eram fraudulentas e desapareceram.
Esses dados reforçam o diagnóstico apresentado pela CoinGecko. Projetos sem estrutura eficiente continuam entre os principais responsáveis pela alta taxa de falhas observada. Assim, o relatório concluiu que 2025 representou uma das maiores limpezas já vistas no mercado de criptoativos.