Brasil registra R$ 107 bi em cripto no 3º trimestre
O mercado brasileiro de cripto mostrou força no terceiro trimestre de 2025, mesmo com oscilações no volume anual. O Bitcoin continuou liderando o setor, enquanto stablecoins e Ethereum ampliaram sua relevância entre investidores. A Receita Federal revelou que o país acumulou R$ 107 bilhões em operações entre julho e setembro, número expressivo que ainda indica ajustes no comportamento do mercado.
A Receita informou que cerca de 30,5 milhões de operações com cripto foram declaradas no período. Essa atividade envolveu 4,7 milhões de pessoas físicas e aproximadamente 100 mil empresas. A base de CPFs caiu em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior. No entanto, o número de CNPJs quadruplicou, reforçando a entrada de mais instituições e negócios na economia digital.
Os dados apresentaram também aumento na participação tanto de pessoas físicas quanto jurídicas em relação ao segundo trimestre. Assim, o cenário revelou sinais de recuperação após meses de menor atividade. O avanço ocorreu em sintonia com o movimento global de valorização do Bitcoin e com o crescimento de soluções descentralizadas.
Liderança do Bitcoin e avanço no trimestre
O Bitcoin manteve posição dominante entre os ativos mais negociados no Brasil. O ativo movimentou cerca de R$ 10,9 bilhões no período. Embora o volume tenha registrado queda anual, apresentou alta em relação ao trimestre imediatamente anterior. Dessa forma, o interesse dos investidores locais acompanhou a valorização internacional do ativo, que viveu forte oscilação e aumento de liquidez ao longo do trimestre.
As stablecoins atreladas ao dólar, com destaque para a Tether, também seguiram essenciais no mercado nacional. Esses ativos somaram aproximadamente R$ 66,8 bilhões negociados, volume que reforça seu uso em operações rápidas, proteção cambial e transições entre exchanges. No entanto, o montante ainda representou queda anual e trimestral, indicando postura mais cautelosa dos investidores que utilizam stablecoins para estratégias de hedge.
Ethereum cresce e ganha relevância no país
O Ethereum apresentou forte desempenho no trimestre e ultrapassou R$ 6 bilhões movimentados. O valor quase dobrou o registrado no ano anterior, além de superar com folga o volume do segundo trimestre. Esse avanço reforça o uso crescente da rede em contratos inteligentes, além de plataformas descentralizadas que obtiveram mais adesão ao longo de 2025.
Os dados reunidos pela Receita Federal incluem declarações de corretoras que atuam no Brasil, plataformas estrangeiras utilizadas por brasileiros e também informações fornecidas por usuários que realizam negociações fora das exchanges locais. Portanto, o levantamento abrange praticamente todo o ecossistema nacional.
No curto prazo, o comportamento do mercado demonstra que o Brasil segue alinhado ao movimento global de cripto. Mesmo com retrações em alguns segmentos, Bitcoin, stablecoins e Ethereum continuam sendo os grandes protagonistas. Além disso, a expansão do número de empresas participantes indica que o setor avança de forma estruturada e com adesão crescente entre instituições.