Criptomoedas sobem com apoio institucional e ETFs disparam

O mercado de cripto abriu o dia em alta, com a capitalização total avançando 1,1% para US$ 3,37 trilhões. Além disso, 60 dos 100 maiores ativos registraram ganhos, enquanto o volume negociado chegou a US$ 166 bilhões. O movimento reforçou o protagonismo do Bitcoin, que subiu 2,2% e voltou a atrair forte atenção institucional.

No top 10 por valor de mercado, oito ativos operaram no azul. O Bitcoin atingiu US$ 97.053 e o Ethereum avançou 1,1% para US$ 3.367. Solana subiu 0,1%, enquanto Dogecoin e XRP recuaram 2,4% e 1,6%. Entre os 100 maiores, Provenance Blockchain valorizou 20,5% e Internet Computer avançou 11,2%.

Arthur Hayes afirmou que o Bitcoin pode buscar novas máximas em 2026. Segundo ele, a liquidez pressionou o ativo em 2025, enquanto ouro e Nasdaq avançaram. Hayes defende que a expansão de liquidez em dólar é essencial para o desempenho do Bitcoin.

Arthur Hayes
Fonte: Substack de Arthur Hayes

Fluxos institucionais reforçam o movimento

Antonio Di Giacomo, analista da XS.com, afirmou que o Bitcoin alcançou US$ 97.800, maior nível em quase dois meses. Além disso, o movimento reacendeu o sentimento positivo em um momento de cautela nos mercados de risco. O principal gatilho foi a compra de 13.600 BTC pela Strategy, sua maior aquisição desde julho de 2025.

O especialista destacou que a demanda varejista permanece fraca nos Estados Unidos, indicando que fatores técnicos e institucionais tiveram maior influência no período.

Segundo Giacomo, decisões corporativas dominaram os fluxos de mercado, com movimentos menos dependentes de impulsos especulativos e mais alinhados ao médio e longo prazo.

Se esse equilíbrio continuar, o Bitcoin pode manter resiliência mesmo em fases de consolidação.

Níveis técnicos ganham destaque

Durante a manhã, o Bitcoin operou perto de US$ 97.053, após variar entre US$ 94.736 e US$ 97.704. Na semana, acumulou alta de 7,7%. Manter a faixa entre US$ 95.700 e US$ 95.200 pode sustentar a estrutura de alta, enquanto a superação de US$ 98.800 pode abrir espaço para testar US$ 100.000.

Gráfico Bitcoin
Gráfico do Bitcoin. Fonte: TradingView

O Ethereum variou entre US$ 3.281 e US$ 3.386 antes de se estabilizar em US$ 3.367. Na semana, subiu 8,4% e busca consolidar US$ 3.400 para tentar chegar a US$ 3.500 e depois US$ 4.000.

O Índice de Medo e Ganância passou de 52 para 54. Portanto, o mercado se afastou do território de medo, embora analistas ainda classifiquem o momento como fase de consolidação.

Índice de Medo e Ganância
Fonte: CoinMarketCap

ETFs reforçam o interesse institucional

Os ETFs de Bitcoin à vista somaram US$ 843,62 milhões em entradas no terceiro dia seguido, maior nível desde outubro. O total acumulado alcançou US$ 58,12 bilhões, com oito dos 12 fundos recebendo aportes, liderados pela BlackRock.

Os ETFs de Ethereum também registraram entradas, totalizando US$ 175 milhões em 14 de janeiro. O acumulado chegou a US$ 12,74 bilhões, com BlackRock e Grayscale liderando os aportes.

ETF BTC
Fonte: SoSoValue
ETF ETH
Fonte: SoSoValue

Enquanto isso, Vlad Tenev, CEO da Robinhood, criticou o bloqueio ao recurso de staking em quatro estados dos EUA. Segundo ele, o staking é uma das funções mais buscadas pelos usuários, mas segue limitado por questões regulatórias.

O conjunto dos dados aponta que compras institucionais, entradas robustas em ETFs e melhora gradual no sentimento impulsionaram a alta do Bitcoin e de outras criptos, mesmo em ambiente de consolidação.