Chainlink avança em interoperabilidade com a Swift
A Swift concluiu novos testes que reforçam seu avanço na interoperabilidade de ativos tokenizados com grandes instituições financeiras da Europa. A iniciativa contou com BNP Paribas Securities Services, Intesa Sanpaolo e SG-FORGE, além do apoio da Chainlink e da UBS Asset Management, fortalecendo o movimento global de tokenização institucional.
A fase experimental avaliou a troca e a liquidação de títulos tokenizados usando pagamentos tradicionais e moedas digitais emitidas em blockchain. A Swift demonstrou que esses processos podem funcionar nas infraestruturas atuais dos bancos, mantendo fluxos consolidados no mercado. Além disso, a rede buscou provar que a integração pode ocorrer sem migrações tecnológicas complexas.
Integração entre sistemas tradicionais e blockchain avança
A colaboração com a UBS Asset Management permitiu que a Swift apresentasse um processo unificado capaz de coordenar transações em plataformas tradicionais e ambientes blockchain. Assim, a rede reforça sua posição como coordenadora neutra em um ecossistema cada vez mais fragmentado, algo relevante para instituições que buscam eficiência sem abrir mão da segurança.
Chainlink publicou via X em 15 de janeiro: “Como parte do trabalho da Swift com a Chainlink e a UBS Asset Management, a Swift conclui um marco histórico de interoperabilidade com o BNP Paribas, o Intesa Sanpaolo e o Société Générale.”
Os testes envolveram etapas completas do ciclo de vida de títulos, incluindo juros, resgates e operações de entrega contra pagamento. As instituições participantes atuaram como custodiante, agente de pagamento e registrador, garantindo um cenário próximo às rotinas reais do mercado.
A infraestrutura da SG-FORGE teve papel importante, permitindo o uso de seu ativo digital e da stablecoin EURCV para liquidação de títulos tokenizados tanto em moeda fiduciária quanto digital. Dessa forma, o projeto mostrou que a Swift pode operar essas transações dentro de sua própria estrutura, reduzindo custos e evitando sistemas paralelos.
A Swift destacou ainda que os testes integraram mensagens no padrão ISO 20022 a plataformas blockchain. Essa compatibilidade favorece a adoção institucional, pois muitas instituições já utilizam esse padrão em pagamentos e pós-negociação.
Testes anteriores fortaleceram o avanço
A iniciativa atual está alinhada a pilotos anteriores que investigaram subscrições e resgates de fundos tokenizados com UBS Asset Management e Chainlink. Na época, a Swift confirmou a compatibilidade dessas operações com sistemas de liquidação fiduciária já existentes.
A rede também mencionou experimentos recentes envolvendo liquidação com moedas fiduciárias e digitais com o Citi, trocas de ativos digitais com Northern Trust e o Banco Central da Austrália, além de testes de interoperabilidade utilizando ISO 20022 com HSBC e Ant International. Portanto, o conjunto de experimentos reforça o objetivo de criar um ambiente seguro para integração de ativos digitais.
No campo regulatório, a Swift enviou novas propostas ao Securities Market Practice Group. O objetivo é defender que a inovação em ativos digitais avance sem comprometer a estabilidade do sistema financeiro. Assim, orientações mais claras podem facilitar a entrada de instituições nesse mercado.
Com a conclusão da bateria de testes, a Swift informou que planeja incorporar um livro-razão baseado em blockchain à sua infraestrutura. A primeira fase abrangerá pagamentos internacionais em tempo real, desenvolvidos em parceria com mais de 30 bancos globais.
No momento da divulgação, o token LINK era negociado a US$13,78.

LINK precisa superar a EMA de 200 semanas. Fonte: LINKUSDT no TradingView
Os resultados reforçam o avanço da integração entre plataformas blockchain e sistemas tradicionais. Além disso, mostram que instituições podem operar títulos tokenizados preservando suas infraestruturas, o que tende a acelerar a adoção corporativa dessas tecnologias.