EUA negam venda de Bitcoin do caso Samourai
O governo dos EUA afirmou que não vendeu o Bitcoin apreendido no caso Samourai Wallet, após rumores surgirem devido a uma movimentação recente registrada na blockchain. Segundo Patrick Witt, diretor executivo do Conselho Presidencial de Assessores para Ativos Digitais da Casa Branca, o Departamento de Justiça confirmou que os ativos seguem sob custódia federal, sem indicação de liquidação.
Witt declarou que recebeu a confirmação diretamente da pasta, reforçando que todos os Bitcoins apreendidos permanecem destinados ao Strategic Bitcoin Reserve, conforme determina a ordem executiva assinada em março. A declaração, divulgada em sua conta oficial no X, buscou encerrar especulações que ganharam força dentro da comunidade cripto após a movimentação dos ativos.
Movimentação de 57,5 BTC e reação do mercado
A especulação aumentou quando analistas identificaram a transferência de 57,5 BTC de uma carteira federal para um endereço da Coinbase Prime. A operação levantou dúvidas sobre uma possível venda, algo considerado incompatível com a ordem executiva que impede a liquidação de Bitcoins provenientes de apreensões criminais ou civis.
Com o esclarecimento do Departamento de Justiça, o entendimento é que o Serviço de Marshals dos EUA não violou nenhuma determinação. A ordem exige que os ativos sigam para o Strategic Bitcoin Reserve, criado para fortalecer a posição federal no mercado digital e garantir que essas reservas contribuam para estratégias econômicas de longo prazo.
Dados públicos indicam que os EUA seguem entre os maiores detentores de Bitcoin do mundo, com mais de 328 mil BTC sob controle federal. Esse montante inclui 127.271 BTC apreendidos em uma investigação de outubro envolvendo uma operação no Camboja acusada de coordenar um esquema de fraude de investimentos.
Expansão do Strategic Bitcoin Reserve e debate político
Witt reiterou que a ampliação do Strategic Bitcoin Reserve permanece como prioridade do governo. Ele destacou que o avanço depende da coordenação entre o Departamento do Tesouro e o Departamento de Comércio, que buscam resolver pendências jurídicas e operacionais para acelerar o processo.
Além disso, o Congresso discute propostas relacionadas ao fortalecimento da reserva. Um projeto apresentado pela senadora Cynthia Lummis sugere acelerar sua formação, buscando atingir 1 milhão de Bitcoins em cinco anos, utilizando métodos que não gerem custos diretos aos contribuintes. A medida tem recebido atenção crescente dentro do setor. Porquanto, entre políticos alinhados ao desenvolvimento de políticas para ativos digitais.
De fato, o caso Samourai Wallet continua a gerar repercussão política. Em novembro, dois desenvolvedores da carteira focada em privacidade foram condenados após acusações de movimentar mais de US$ 237 milhões ligados a atividades ilícitas. Por isso, Keonne Rodriguez recebeu pena de cinco anos e seu parceiro, Hill, quatro anos. Além disso, ordem de devolverem cerca de US$ 6,3 milhões referentes às taxas cobradas pelo serviço.
Os desdobramentos se intensificaram em dezembro, quando Donald Trump mencionou avaliar um possível perdão presidencial para Rodriguez. Em evento no Salão Oval, o presidente afirmou ter solicitado uma revisão do caso à procuradora-geral Pam Bondi. Logo, reacendendo discussões dentro da comunidade cripto. Assim como, reforçando debates sobre decisões semelhantes já tomadas por sua administração.
Portanto, com a confirmação oficial de que o Bitcoin apreendido permanece na posse do governo e destinado ao Strategic Bitcoin Reserve, o episódio ajuda a estabilizar percepções do mercado sobre ações federais envolvendo ativos digitais. As declarações públicas e as informações esclarecidas também reduzem incertezas. Além disso, reforçam a intenção das autoridades de manter e expandir suas reservas estratégicas.