Solana reforça inovação constante para manter relevância
A Solana apareceu novamente no centro do debate sobre evolução de protocolos, após declarações de Anatoly Yakovenko. O cofundador afirmou que a rede só continuará relevante se mantiver inovação constante, destacando que estagnação não faz parte da estratégia.
As afirmações surgiram após o manifesto de Vitalik Buterin, que defendeu a possibilidade de um futuro estágio de ossificação no Ethereum. Nesse cenário, o núcleo do protocolo deixaria de receber mudanças profundas. No entanto, Yakovenko descartou a adoção desse conceito na Solana e reforçou que adaptação contínua é essencial.
“Solana precisa nunca parar de evoluir. Se um dia deixar de se adaptar às necessidades dos seus desenvolvedores e usuários, ela morrerá.”
Segundo Yakovenko, a evolução deve acontecer de forma descentralizada. Assim, desenvolvedores que dependem economicamente da rede poderão financiar melhorias no código aberto. Com isso, a Solana pode se tornar tão valiosa que seus participantes terão recursos suficientes para sustentar atualizações críticas.
Inovação e descentralização impulsionam a evolução do protocolo
Yakovenko afirmou que a Solana não deve buscar um estágio de completude. Em vez disso, precisa se adaptar continuamente para resolver problemas reais enfrentados por usuários e criadores de aplicações. Além disso, ele explicou que o protocolo não deve tentar solucionar tudo ao mesmo tempo, mas priorizar mudanças com utilidade prática.
No entanto, essa evolução pode ocorrer fora das organizações mais conhecidas dentro do ecossistema. O cofundador mencionou que novas versões podem surgir independentemente de grupos como Anza, Solana Labs ou Firedancer. A proposta aumenta a descentralização e distribui a responsabilidade pela inovação entre equipes diversas.
“Haverá sempre uma nova versão da Solana, mas não necessariamente criada pela Anza, Labs ou Firedancer.”
Yakovenko também sugeriu que modelos de governança baseados em votos poderiam financiar infraestruturas necessárias para atualizações. Portanto, propostas como SIMD podem assumir papel central no avanço técnico.
As discussões ocorrem em um momento de forte demonstração técnica da rede. Recentemente, a Solana enfrentou um ataque de DDoS de cerca de 6 terabits por segundo, um dos maiores já registrados. Apesar do volume extremo, a rede manteve operações estáveis e sem atrasos perceptíveis.

Fonte: X/@altcoinvector
Rede mostra crescimento consistente e aumento de atividade
Indicadores on-chain mostram que a Solana mantém expansão estrutural, mesmo em meio à volatilidade de mercado. Além disso, o índice de lucro e prejuízo realizado em 30 dias permaneceu abaixo de 1 desde novembro, indicando predominância de vendas com prejuízo. Analistas consideram o cenário uma redefinição completa de liquidez, que costuma anteceder períodos de recuperação.
No entanto, a atividade da rede continua crescendo. O número médio diário de endereços ativos atingiu 2,4 milhões, avanço de 5,64% em 30 dias. Além disso, o total travado em protocolos DeFi chegou a US$ 11,80 bilhões, alta próxima de 7% no período.

Fonte: Messari
Em 30 dias, as taxas de transação somaram US$ 21,65 milhões. A rede processou 2,3 bilhões de operações, enquanto protocolos DeFi baseados na Solana movimentaram US$ 9,086 bilhões em valor travado. Exchanges descentralizadas registraram quase US$ 3 bilhões em volume diário.
Paralelamente, o Solana Policy Institute enviou uma carta à SEC defendendo isenções regulatórias para softwares DeFi não custodiais. Segundo o instituto, aplicar regras de corretoras a códigos abertos pode gerar centralização ou fechamento de serviços.
Assim, as falas de Yakovenko reforçam a estratégia de evolução permanente da rede. Além disso, os indicadores mostram que a Solana continua avançando em liquidez, uso real e resiliência técnica, consolidando sua posição no mercado.