Google Play bloqueia apps cripto sem registro na Coreia
A partir de 28 de janeiro de 2026, o Google Play deixará de permitir downloads e atualizações de aplicativos de exchanges e carteiras cripto estrangeiras na Coreia do Sul. A mudança cria uma conexão direta entre a distribuição dos apps e as exigências regulatórias da Unidade de Inteligência Financeira do país, a FIU. Além disso, a medida pressiona plataformas internacionais que ainda não concluíram o processo de registro obrigatório.
Regra exige registro aprovado pela FIU
Segundo a diretriz anunciada pelo Google, desenvolvedores precisam enviar, pelo console do desenvolvedor, a documentação que comprove o registro como VASP aprovado pela FIU. Caso isso não aconteça, o aplicativo será bloqueado para novas instalações e atualizações dentro da Coreia do Sul. Assim, usuários de Android poderão perder acesso às versões mais recentes de serviços estrangeiros.
Apps que já estão instalados continuarão funcionando por um período, no entanto não receberão correções de segurança. Portanto, a ausência de atualizações tende a aumentar vulnerabilidades e afetar tarefas cotidianas, especialmente para quem movimenta ativos com frequência.
Mercado doméstico avança na regularização
Relatórios recentes mostram que 27 plataformas locais já concluíram o registro junto à FIU, incluindo Upbit e Bithumb. Esse avanço fortalece empresas domésticas, enquanto exchanges estrangeiras permanecem temporariamente fora da loja oficial até que atendam a todos os requisitos regulatórios.
Total do valor de mercado cripto em US$ 3,19 trilhões. Fonte: TradingView
Usuários que dependem de plataformas internacionais podem enfrentar dificuldades nas operações diárias. Embora o acesso via navegador continue disponível, ele costuma ser menos prático e, em certos casos, menos seguro do que utilizar um aplicativo. Além disso, a falta de atualizações tende a comprometer o desempenho dos serviços ao longo do tempo.
As exigências impostas pela FIU incluem abertura de entidade legal no país, implementação de sistemas de prevenção à lavagem de dinheiro e obtenção de certificações de segurança da informação. Esses processos geralmente demandam investimentos elevados e prazos longos, o que dificulta a adaptação rápida de empresas estrangeiras.
Impactos esperados no comportamento do usuário
Especialistas afirmam que a diretriz pode direcionar parte do volume de negociação para empresas já regularizadas na Coreia do Sul. Além disso, existe o risco de usuários recorrerem a alternativas como downloads de APK em sites de terceiros ou uso de VPNs. No entanto, essas práticas aumentam a exposição a fraudes, malware e perda de dados.
Com a nova política, permanecer na loja dependerá exclusivamente da apresentação da documentação exigida. Portanto, aplicativos que apresentarem o registro aprovado continuarão disponíveis para o público coreano. Caso contrário, serão removidos ou impedidos de receber atualizações.
A decisão reforça o processo de supervisão regulatória no mercado cripto da Coreia do Sul. Assim, exchanges estrangeiras enfrentam maior pressão para cumprir as normas locais, enquanto plataformas domésticas se beneficiam de um ambiente mais controlado. Para os usuários, o impacto será sentido especialmente na limitação de atualizações essenciais para segurança e estabilidade dos aplicativos.