Ethereum testa suporte após liquidações em massa
O Ethereum recuou para a faixa de US$ 3.208 após leve correção diária. O movimento ocorreu enquanto o mercado registrou forte oscilação no preço, que impactou direto das liquidações em derivativos. Mesmo assim, o ativo se manteve acima das médias móveis de 20 e 50 dias, situadas entre US$ 3.165 e US$ 3.187, região que segue como suporte essencial.
Pressão derivativa afeta comportamento do mercado
Nas últimas 24 horas, mais de US$ 119 milhões em posições compradas foram liquidadas, enquanto cerca de US$ 36 milhões em posições vendidas também foram encerradas. Esse desequilíbrio evidencia que traders alavancados foram pegos de surpresa pelo recuo intradiário. Além disso, o volume negociado no mercado futuro subiu mais de 130%, porém o open interest permaneceu estável, sinalizando reorganização das posições.

Os mercados de derivativos sofreram fortes perdas nas últimas 24 horas
Esse padrão mostra que, apesar da volatilidade recente, muitos participantes continuam atentos a possíveis definições técnicas. No entanto, o índice long/short geral ficou levemente negativo, enquanto os principais traders da Binance seguiram inclinados ao lado comprador. Assim, o contraste reforça a possibilidade de novos movimentos amplos nas próximas sessões.
Fluxo positivo em exchanges sustenta o ETH
O comportamento no mercado à vista se diferenciou do mercado de derivativos. Em 19 de janeiro, entradas líquidas de US$ 21,91 milhões de ETH foram registradas em exchanges, indicando que investidores aproveitaram o recuo para acumular. Além disso, o padrão se repetiu ao longo do mês, mostrando que parte relevante da oferta segue sendo retirada de circulação.

Esse cenário reduz a pressão vendedora em momentos de correção e fortalece a base de suporte do ativo. Portanto, mesmo com oscilações, o fluxo positivo aponta que investidores continuam confiantes no desempenho do Ethereum.
Movimento técnico preserva formação triangular
No gráfico diário, o Ethereum permanece dentro de um triângulo simétrico que se desenvolve desde dezembro, com topos descendentes e fundos ascendentes. A estrutura mantém o preço comprimido entre o suporte de US$ 3.100 e a resistência de US$ 3.400. Durante o recuo recente, o ativo voltou a testar a linha inferior da figura, porém manteve-se acima das médias móveis de 20 e 50 dias.
Caso haja rompimento negativo, o limite inferior das Bandas de Bollinger, atualmente em US$ 2.958, servirá como suporte adicional. Entre os níveis mais monitorados pelos analistas estão US$ 3.187, US$ 3.165 e US$ 3.100 como suportes, enquanto US$ 3.287, US$ 3.336 e US$ 3.400 permanecem como principais resistências.
Curto prazo indica fraqueza, mas estabilização se aproxima
No intradiário, a queda ganhou força após o rompimento de um canal ascendente que guiava a alta desde US$ 3.100 até US$ 3.360. O RSI de 30 minutos caiu para perto de 36, aproximando-se da zona de sobrevenda, enquanto o MACD manteve inclinação negativa, destacando o domínio vendedor.
Com a perda do canal, a antiga linha de suporte virou resistência em US$ 3.280. Acima desse ponto, o próximo desafio está em US$ 3.336, região que concentra a média móvel de 200 dias. No entanto, o ativo ainda encontra suporte importante na faixa de US$ 3.165, cuja defesa será crucial.
O panorama geral mostra que, apesar das liquidações, a consolidação dentro do triângulo permanece ativa. Assim, o comportamento nos próximos dias será decisivo para indicar se a queda recente serviu apenas para reduzir alavancagem ou se abre espaço para uma correção mais profunda.