Inflação dos EUA cai a 1,21 e anima mercados

A inflação dos EUA recuou para 1,21 em 22 de janeiro de 2026, segundo o índice Truflation, e trouxe novo alívio ao mercado financeiro. O indicador de dados em tempo real apontou forte desaceleração ao iniciar 2026, após um ano marcado por oscilações intensas.

O resultado ganhou destaque enquanto Wall Street sinalizava recuperação, já que o governo norte-americano cancelou tarifas ligadas às tensões envolvendo a Groenlândia. Assim, investidores retomaram posições de risco e interromperam o movimento recente de vendas generalizadas que pressionava ações, câmbio e títulos.

Nas redes sociais, uma publicação viral destacou a leitura de 1,21 e reforçou expectativas sobre futura redução de juros:

ÚLTIMA HORA:  A inflação nos EUA cai para 1,21%. POWELL ESTÁ PRESO AGORA. ELE PRECISA REDUZIR AS TARIFAS..

Gráfico de inflação dos EUA

Fonte:Crypto Rover @cryptorover no X

O Truflation mostrou inflação superior a 2,6 no início de 2025, mas registrou queda para menos de 1,5 entre março e abril. Depois disso, a taxa voltou a subir no meio do ano, variando entre 1,6 e 2,3. No fim de 2025, as pressões ganharam força, chegando a cerca de 2,7 entre novembro e dezembro, antes do recuo atual.

Mercados reagem ao recuo da inflação

Os índices acionários dos EUA avançaram depois que o presidente Donald Trump descartou as tarifas previstas para 1 de fevereiro. Ele afirmou que um novo arcabouço de entendimento sobre assuntos relacionados ao Ártico e à Groenlândia havia sido construído. Portanto, o gesto trouxe confiança aos investidores.

O Dow Jones subiu 588,64 pontos, alta de 1,21, atingindo 49.007,23. O S&P 500 ganhou 1,16, chegando a 6.875,62, enquanto o Nasdaq avançou 1,18, para 23.224,82. No entanto, mesmo com o impulso, os três índices ainda acumulavam queda na semana.

A reversão tarifária também reduziu a aversão ao risco. Assim, houve corrida para recomprar ativos vendidos nos dias anteriores. Títulos do Tesouro subiram, pressionando rendimentos, enquanto gigantes de tecnologia como Nvidia e AMD lideraram os ganhos. Além disso, o apetite por ações de crescimento voltou a ganhar força.

Cenário político volta ao centro do debate

Durante a semana, os mercados sofreram com rumores de ações militares ligadas à Groenlândia e com a escalada das tensões comerciais. Paralelamente, a Suprema Corte analisou se o presidente pode destituir a governadora do Federal Reserve, Lisa Cook. O juiz Brett Kavanaugh alertou que essa possibilidade colocaria em risco a independência do Fed.

Com a inflação em queda e as tensões comerciais menores, o mercado encontrou algum equilíbrio. Assim, as mudanças de política e o ambiente institucional influenciaram diretamente a busca por ativos de risco. A leitura de 1,21 contribuiu para aliviar pressões sobre juros, moedas e expectativas para as próximas decisões de política monetária.