Volume de DEX atinge recorde em janeiro de 2026

O início de 2026 trouxe um movimento relevante no mercado de cripto: mesmo com a desaceleração geral do setor, as DEXs ultrapassaram marcas históricas de negociação. Dados da plataforma Dune indicam que a atividade on-chain já superou os níveis de janeiro de 2022, um dos períodos mais intensos do DeFi.

As transações realizadas diretamente em blockchains alcançaram mais de US$ 278 bilhões ao longo de janeiro. Assim, o mês se tornou o mais movimentado dos últimos cinco anos em redes como Ethereum, Solana, BNB Chain e Base. O avanço chama atenção porque ocorre em um momento em que as exchanges centralizadas registraram queda de volume no fim de 2025.

Enquanto plataformas tradicionais recuaram, as exchanges descentralizadas expandiram sua participação e passaram a responder por cerca de um quinto do volume total. Além disso, esse comportamento reforça a migração de usuários para ambientes em que mantêm controle direto sobre seus ativos, fortalecendo o modelo de autocustódia.

Crescimento consistente das negociações on-chain

O avanço não se concentra em uma única rede. O ecossistema do Ethereum permanece entre os principais centros de negociação; no entanto, blockchains mais recentes também registram forte evolução. A Base, por exemplo, tornou-se uma das redes mais ativas, chegando a superar, em alguns períodos, a soma dos volumes de Ethereum e BNB Chain.

Nos últimos dias, o desempenho da Base ganhou ainda mais destaque. O volume diário atingiu US$ 3,39 bilhões, superando sua média de cerca de US$ 2,5 bilhões. Portanto, a rede se consolida como um dos principais ambientes para operações on-chain.

Impactos da expansão das DEX no mercado

O uso de soluções de autocustódia cresce de forma consistente. Além disso, operar diretamente em uma blockchain se tornou mais comum entre investidores, mesmo entre aqueles menos experientes. As interfaces mais intuitivas e as ferramentas aprimoradas facilitaram o acesso a essas plataformas.

A descentralização da liquidez é outro fator relevante. Redes como Base, Solana e BNB Chain recebem volumes expressivos de negociação, o que distribui melhor os usuários e recursos entre diferentes blockchains. Assim, o mercado se torna menos dependente do ecossistema Ethereum.

O aumento do volume on-chain ocorre paralelamente ao enfraquecimento das exchanges centralizadas, ampliando a participação das DEX e deslocando mais operações para blockchains públicas.

No curto prazo, o avanço das negociações on-chain se reflete no crescimento do volume total movimentado e no fortalecimento de redes como a Base. Além disso, a preferência por autocustódia se intensifica. Os números recentes, como os US$ 278 bilhões registrados em janeiro e o pico diário de US$ 3,39 bilhões na Base, mostram uma mudança clara no comportamento dos usuários.

Portanto, a tendência indica que as operações descentralizadas continuarão ganhando espaço, mesmo em cenários de mercado mais lentos. Esse movimento pode redefinir a dinâmica do setor ao longo de 2026, fortalecendo o modelo que prioriza transparência, segurança e controle direto por parte dos investidores.