Hashrate do Bitcoin cai com tempestade nos EUA
A rede Bitcoin registrou uma forte queda no hashrate após a tempestade de inverno Fernan atingir diversas regiões dos Estados Unidos. Essa instabilidade climática reduziu a capacidade de processamento da rede de mais de 1 ZH/s para aproximadamente 711,96 EH/s, o que impactou o ritmo de mineração e elevou a preocupação no mercado.
De acordo com dados divulgados pela CoinWarz, o recuo ocorreu ao longo de três dias. Além disso, o movimento coincidiu com a intensificação da tempestade, que provocou quedas de energia e interrupções em grandes operações de mineração. Assim, a dificuldade da rede recuou para cerca de 141,67 T, mantendo a tendência de declínio registrada nos últimos meses.

Fonte: CoinWarz
Mineração sente os efeitos da tempestade
A tempestade Fernan afetou diretamente grandes operações, incluindo Foundry, Antpool e F2Pool. No entanto, a Foundry foi a mais impactada, com queda de cerca de 200 EH/s somente no fim de semana. Esse recuo representou cerca de 60% de sua capacidade total.
Como consequência, o intervalo médio de produção de blocos aumentou de dez para cerca de doze minutos. Esse alongamento ocorre quando a rede perde poder computacional de forma abrupta, algo comum em situações de clima extremo que atingem regiões com forte concentração de mineradoras.

Fonte: @therminermag_ no X
Impactos do clima seguem preocupando o setor
Relatórios meteorológicos apontam que a combinação de neve, ventos fortes e acúmulo de gelo deve continuar provocando instabilidade. Portanto, várias regiões podem enfrentar períodos mais longos de interrupção no fornecimento de energia. Assim, mineradoras permanecem operando com capacidade reduzida ou completamente desligadas.
A recuperação total do hashrate depende da normalização da rede elétrica nos estados afetados. Ainda assim, analistas observam que a distribuição global das operações impede que a rede fique vulnerável, mesmo diante de interrupções regionais severas.
Mercado reage à queda no hashrate
O preço do Bitcoin acompanhou o recuo da capacidade computacional. Segundo dados do TradingView, a criptomoeda caiu mais de 5% na última semana e passou a ser negociada na faixa de US$ 87,7 mil. Esse movimento ocorre porque mineradores têm papel central na segurança e estabilidade da rede, e qualquer redução significativa em sua atividade costuma gerar incertezas.
Apesar disso, especialistas afirmam que a tendência de médio prazo segue positiva. O setor de mineração continua recebendo investimentos, impulsionados por avanços regulatórios e por maior interesse institucional. Além disso, novas máquinas com desempenho superior estão sendo integradas à rede, o que deve favorecer a recuperação do hashrate assim que as condições climáticas permitirem.
No momento, os efeitos da tempestade Fernan se refletem na lentidão da mineração, na queda do hashrate e no recuo do preço. Ainda assim, o mercado observa o cenário com cautela, sabendo que fenômenos climáticos extremos podem influenciar temporariamente o funcionamento da rede, sem alterar sua estrutura de longo prazo.