EUA ampliam investigação sobre possível Bitcoin da Venezuela

As autoridades dos Estados Unidos analisam possíveis fontes de financiamento do governo de Nicolás Maduro, incluindo a hipótese de que parte desses recursos esteja alocada em Bitcoin e outros ativos digitais. A avaliação foi destacada por Patrick Witt, diretor executivo do Conselho de Assessores para Ativos Digitais da Casa Branca, após especulações sugerirem que a Venezuela poderia controlar uma grande quantidade de BTC.

EUA avaliam possíveis reservas digitais venezuelanas

Durante uma entrevista, Witt foi questionado sobre apreensões de ativos digitais e sobre o destino desses bens. Ele não ofereceu detalhes devido à sensibilidade do tema, entanto afirmou que diferentes agências trabalham em conjunto para rastrear potenciais fontes de financiamento ligadas ao regime venezuelano.

O conselheiro destacou que a análise inclui diversos tipos de ativos. Assim, o governo norte-americano observa desde commodities físicas, como petróleo, até possíveis participações em Bitcoin e outras formas de valor digital. Witt reforçou que ainda não é possível divulgar informações adicionais, mas a investigação integra um esforço mais amplo de segurança nacional.

As declarações não confirmam qualquer apreensão de BTC. No entanto, mostram que o ativo faz parte do escopo de monitoramento dos Estados Unidos. Isso sinaliza ao mercado que o Bitcoin é visto como um possível elemento relevante nas estruturas financeiras de países sob vigilância internacional.

Relatos sobre grandes reservas de BTC seguem sem comprovação

A repercussão das falas ocorre após relatos virais sugerirem que a Venezuela poderia controlar mais de 600.000 BTC. A tese ganhou força após a newsletter Whale Hunting / Project Brazen, de Bradley Hope e Clara Preve, apresentar a possibilidade como uma hipótese baseada em informações de inteligência e lógica financeira, embora sem evidências verificáveis em blockchain.

Posteriormente, análises técnicas mostraram que não há confirmação concreta desse volume. A DL News informou que empresas de análise forense de blockchain. Como Arkham e TRM Labs, não conseguiram identificar Bitcoins vinculados ao regime venezuelano em escala próxima à sugerida pelos rumores.

Especialistas também destacaram a ausência de endereços verificáveis como fator crítico. A Fortune citou Aurelie Barthere, analista da Nansen, afirmando que , decerto, a falta de pontos de partida rastreáveis dificulta validar a tese do Project Brazen. Assim, o cenário permanece baseado em especulações sem provas práticas.

No momento da apuração mais recente, o Bitcoin era negociado a US$ 89.285.

Bitcoin price chart

Bitcoin permanece entre os níveis de Fibonacci 0,618 e 0,786 no gráfico semanal. Fonte: TradingView

A investigação reforça a atenção do governo norte-americano ao papel do Bitcoin em contextos geopolíticos. Além disso, as falas de Witt mostram que os EUA avaliam o BTC ao lado de commodities tradicionais ao mapear possíveis rotas de financiamento da Venezuela. Portanto, mesmo que rumores sobre grandes reservas digitais sigam sem comprovação. O fato de o ativo integrar análises oficiais já influencia, de fato, debates sobre transparência, segurança e rastreabilidade no cenário internacional.