Adam Back rebate citações ligadas a Epstein
A polêmica voltou a ganhar força após novos trechos dos arquivos de Epstein reacenderem alegações sobre possíveis vínculos entre Jeffrey Epstein e a primeira fase de captação da Blockstream. O debate se intensificou quando imagens, e-mails e capturas de tela mencionando Adam Back começaram a circular novamente. Além disso, o veterano do setor buscou esclarecer o que classificou como um contato breve e indireto, mediado pelo MIT Media Lab e seu então diretor, Joi Ito.
No centro das discussões está o Bitcoin e o impacto histórico da Blockstream no ecossistema. Back explicou, em publicação no X, que sua equipe foi apresentada a Ito durante a rodada inicial de captação de 2014. Segundo ele, Ito mencionou Epstein apenas como participante limitado de seu fundo. Portanto, Back reforçou que a interação não configurou vínculo direto e que a suposta participação de Epstein ocorreu exclusivamente por meio do fundo administrado por Ito, que adquiriu uma fatia minoritária da empresa.
Back também afirmou que essa relação não prosseguiu. Alguns meses depois, o próprio fundo decidiu vender suas ações devido a um possível conflito de interesses e outras preocupações internas. Assim, o executivo destacou que a Blockstream jamais teve vínculo financeiro direto ou indireto com Epstein ou com seu espólio.
Mencões de Adam Back nos arquivos de Epstein
Entre os documentos que reacenderam o debate, um e-mail de 2014 chamou atenção ao mostrar Austin Hill, cofundador da Blockstream, informando Epstein sobre a elevação de sua possível participação de US$ 50 mil para US$ 500 mil. A imagem ganhou notoriedade porque, à primeira vista, sugere envolvimento do investidor na fase inicial da empresa.

Outro arquivo amplamente compartilhado apresenta um e-mail de abril de 2014 listando Adam Back entre viajantes para St. Thomas, acompanhado de detalhes sobre hospedagem. No entanto, a correspondência não cita reuniões, acordos ou negociações.

Há ainda uma anotação afirmando que Epstein “gostava” de Back, embora sem qualquer explicação sobre o contexto.

Como o debate evoluiu nas redes
As imagens reapareceram em um fio publicado no X em 2 de fevereiro de 2026 por um usuário identificado como pigeon man. O compilado tenta montar uma linha do tempo ligando Epstein à fase inicial da Blockstream. Além disso, o fio relaciona tais encontros às antigas disputas sobre escalabilidade do Bitcoin. Segundo o autor, Epstein teria se reunido com Back e Hill em abril de 2014, em encontro que supostamente apresentava uma nova empresa com foco em soluções de segunda camada.
O mesmo fio afirma que, em julho de 2014, Epstein teria investido ao menos US$ 500.001 por meio do fundo de Ito, criando uma possível ligação financeira com desenvolvedores influentes do Bitcoin Core. Ele também diz que Epstein manteve mensagens criptografadas com executivos da Blockstream no ano seguinte, além de citar o lançamento do whitepaper da empresa em outubro de 2014.
Apesar da repercussão, Back reforça que qualquer contato com Epstein ocorreu de forma indireta. Além disso, lembra que o fundo de Ito vendeu suas ações meses após o primeiro contato. No momento da publicação, o Bitcoin era negociado a US$ 77.750, sem impacto direto da controvérsia.

Fonte: BTCUSDT no TradingView.com
No curto prazo, as declarações de Back buscam encerrar especulações sobre uma possível ligação duradoura entre Blockstream e Epstein. No entanto, a discussão reacendeu interesse em documentos antigos e na história de desenvolvimento do Bitcoin, embora sem reflexos relevantes no mercado atual.