Bitcoin recua 40% e atinge menor valor em 1 ano
O Bitcoin enfrenta uma das fases mais difíceis desde o início de 2025, após registrar forte queda nesta semana. O ativo voltou a tocar a região de US$ 75.000 e alcançou o menor preço em aproximadamente um ano. Além disso, o recuo já supera 40 por cento desde o recorde histórico visto no fim de 2025, reforçando um momento de intensa aversão ao risco no mercado global.
A pressão vendedora cresceu de forma acelerada. O Bitcoin chegou perto do piso anual de US$ 74.747, enquanto oscilações rápidas ampliaram o clima de alerta. No entanto, o impacto mais imediato veio das liquidações no mercado de derivativos, que somaram mais de US$ 2,56 bilhões nas últimas 24 horas, intensificando o movimento de baixa.
Esse ambiente negativo também aparece em outros segmentos financeiros. Setores como metais preciosos, tecnologia e principais índices acionários sofrem recuo simultâneo, o que indica uma possível desalavancagem mais ampla em andamento.
Pressão institucional aumenta com perdas bilionárias
Grandes empresas do setor cripto também sentem a piora do mercado. A Galaxy Digital apresentou prejuízo de US$ 482 milhões no quarto trimestre de 2025. Segundo a companhia, a queda dos preços e a redução de mais de 40 por cento no volume negociado contribuíram para o resultado negativo. Assim, as ações da empresa recuaram após a divulgação.
A Strategy, conhecida por acumular centenas de milhares de BTC, vê suas posições permanecerem no negativo enquanto o Bitcoin segue abaixo de US$ 76.000. Portanto, o pessimismo entre investidores institucionais continua elevado.
Além disso, fatores macroeconômicos aumentam a volatilidade. A indicação de Kevin Warsh para comandar o Federal Reserve pelo presidente Donald Trump criou expectativas de política monetária mais rígida. Ao mesmo tempo, a valorização do dólar pressiona ainda mais ativos que não oferecem rendimento, como o Bitcoin.
Mesmo com iniciativas como o Digital Asset Market Clarity Act, que busca avançar em regulações, o ritmo de discussão ficou mais lento. Portanto, as medidas não foram suficientes para reduzir a volatilidade recente.
Mercado prolonga o chamado inverno cripto
Segundo Matt Hougan, diretor de investimentos da Bitwise, o setor vive um inverno cripto desde o início de 2025. Em um memorando recente, ele destacou que o Índice de Medo e Ganância permanece próximo de níveis extremos de medo, mesmo após notícias favoráveis.
Além disso, entradas institucionais ajudaram a reduzir parte da queda do mercado. ETFs de Bitcoin à vista e veículos corporativos compraram mais de 744.000 BTC ao longo de 2025, gerando impacto estimado em US$ 75 bilhões. Hougan afirmou que, sem esse fluxo, a queda poderia ter se aproximado de 60 por cento.
O analista comparou o momento aos ciclos negativos de 2018 e 2022. No entanto, ele observou que fases de exaustão costumam marcar o fim dos piores períodos do mercado.
Atualmente, o Bitcoin é negociado perto de US$ 74.800, com queda de 5 por cento nas últimas 24 horas. Esse movimento também mantém o mesmo percentual de baixa em relação ao pico semanal de US$ 78.994.
A turbulência recente pode continuar no curto prazo. A combinação entre dólar mais forte, liquidações elevadas, incertezas macroeconômicas e prejuízos corporativos reforça a pressão sobre o mercado. Assim, o impacto imediato do inverno cripto segue pesando sobre o preço do Bitcoin.
A situação se intensificou quando o ativo atingiu os menores níveis em um ano, evidenciando um cenário de forte instabilidade.