Bitcoin estabiliza em US$78 mil e reacende expectativas

O Bitcoin se mantém próximo de US$78 mil em um momento de maior atenção ao cenário econômico dos Estados Unidos. A recente melhora no setor manufatureiro elevou o otimismo entre investidores e trouxe de volta discussões sobre possíveis impactos no comportamento do mercado cripto ao longo das próximas semanas.

PMI em expansão impulsiona confiança do mercado

O índice ISM Manufacturing PMI avançou para 52,6 pontos em janeiro, sinalizando expansão pela primeira vez desde 2022. Esse movimento sugere que a indústria norte-americana começa a recuperar força após meses de queda. Além disso, períodos de avanço do PMI costumam estimular maior apetite ao risco, o que pode favorecer ativos mais voláteis como o Bitcoin.

Joe Burnett, vice-presidente de Bitcoin Strategy da Strive, lembrou que altas anteriores do PMI coincidiram com fortes ciclos de valorização do Bitcoin em 2013, 2016 e 2020. Assim, investidores avaliam se o momento atual indica um novo ciclo de impulso. No entanto, analistas mantêm cautela, já que o mercado ainda observa dados de emprego, consumo e atividades de serviços para confirmar uma recuperação mais ampla da economia.

Gráfico ISM

Fonte: ISM

Mesmo com o alto PMI, especialistas lembram que ele é apenas uma parte do quadro macroeconômico. Ainda assim, o dado é o melhor desde agosto de 2022 e reacende discussões entre gestores sobre seu potencial efeito no apetite por risco global.

Volatilidade permanece elevada

Mesmo com sinais positivos, o mercado de Bitcoin continua volátil. Após registrar um topo acima de US$125 mil no fim do ano passado, o ativo sofreu uma forte correção causada por liquidações expressivas e mudanças no ambiente macroeconômico. Em seguida, estabilizou em torno de US$78 mil.

Assim, parte dos investidores enxerga esse nível de preço como oportunidade, enquanto outros aguardam mais clareza antes de assumir novas posições. O comportamento recente do Bitcoin também tem mostrado correlação maior com ações de tecnologia, o que reforça seu perfil de ativo de maior risco no curto prazo.

Embora avanços do PMI possam antecipar maior disposição ao risco, essa relação não é garantida. O Bitcoin depende de fatores como liquidez global, fluxo em ETFs, tensões geopolíticas e movimentações específicas do mercado cripto.

Perspectivas ainda dividem analistas

As projeções para o Bitcoin permanecem divergentes. Algumas instituições esperam recuperação ao longo do ano, enquanto outras alertam para possíveis novas quedas antes de qualquer retomada mais sólida. Além disso, parte dos especialistas prefere não arriscar previsões devido à grande quantidade de variáveis em jogo.

BTCUSD gráfico
BTCUSD operando a US$78.474. Fonte: TradingView

Essas diferenças de opinião mostram que o mercado ainda busca direção. Investidores que analisam ciclos macroeconômicos têm opiniões distintas daqueles que preferem avaliar o Bitcoin como um ativo com dinâmica própria.

Indicadores que merecem atenção

Investidores de curto prazo acompanham novos dados econômicos e eventuais alterações na liquidez global. Já detentores de longo prazo continuam avaliando o Bitcoin como alternativa ao ouro e a certas classes de ações. Além disso, entradas e saídas nos ETFs seguem fundamentais para a formação de preço.

No geral, o avanço do ISM Manufacturing PMI indica melhora no sentimento de risco, mas não garante que o Bitcoin iniciará um movimento contínuo de alta. Portanto, a resposta dos grandes investidores e possíveis ajustes na política monetária serão determinantes para o comportamento do mercado nos próximos dias.