Acusações de manipulação do Bitcoin por grandes bancos
O debate sobre a integridade do mercado de Bitcoin ganhou força após John E. Deaton, advogado pró-XRP, ter afirmado que grandes bancos dos Estados Unidos estariam manipulando o preço do ativo. Segundo ele, instituições como o JPMorgan estariam explorando mercados de contratos futuros para conter movimentos naturais de valorização.
As declarações surgiram após comentários de Mike Novogratz, CEO da Galaxy Digital. Ele disse à Bloomberg que o comportamento recente do Bitcoin destoava do esperado, mesmo com fatores macroeconômicos considerados positivos. Para ele, havia sinais atípicos na variação de preços.
Suspeitas de manipulação em mercados de derivativos
Deaton destacou que a falta de reação do Bitcoin diante de um cenário que, em sua visão, favoreceria altas indica uma possível pressão nos mercados de derivativos. Além disso, ele citou o exemplo histórico da prata, cujo preço já teria sido retido artificialmente por volumes expressivos de posições vendidas em contratos futuros.
Segundo o advogado, estratégias semelhantes agora impactariam o Bitcoin e outras criptomoedas. Assim, ele argumenta que bancos tradicionais buscariam controlar a dinâmica do setor cripto à medida que ampliam sua presença institucional.
O advogado também relembrou episódios envolvendo supostas manipulações em metais preciosos. Para ele, grupos financeiros influentes, incluindo o próprio JPMorgan, poderiam estar replicando métodos antigos para limitar a expansão da narrativa do Bitcoin como ouro digital. No entanto, Deaton afirma que esse movimento também teria motivações políticas.
Conflitos entre setor bancário e empresas cripto
Deaton relacionou as acusações a disputas políticas nos EUA. Ele mencionou conflitos entre bancos e empresas cripto, como atritos públicos entre executivos do JPMorgan e da Coinbase. Além disso, segundo ele, instituições tradicionais pressionariam legisladores para desacelerar avanços regulatórios, enquanto utilizam derivativos para influenciar preços.
A discussão ganhou peso porque o JPMorgan já foi penalizado por práticas de manipulação. Em 2020, a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA determinou multa superior a US$ 920 milhões por condutas enganosas nos mercados de metais preciosos e títulos do Tesouro. Documentos do Departamento de Justiça indicam que o esquema ocorreu entre 2008 e 2016.
Na época das declarações de Deaton, a prata também registrava forte volatilidade. O metal havia atingido um recorde antes de cair de forma acentuada, acompanhada de rumores sobre operações de venda em larga escala atribuídas novamente ao JPMorgan.
Enquanto isso, o XRP era negociado a US$ 1,43, refletindo a instabilidade do mercado. Por conseguinte, a volatilidade foi destaque em análises recentes.

Nesse ínterim, as falas de Deaton reforçam a necessidade de observar o papel dos derivativos na formação dos preços do Bitcoin. Portanto, o histórico de punições do JPMorgan fortalece a percepção de parte do mercado de que práticas aplicadas anteriormente em metais poderiam estar migrando para o setor cripto.