Congresso dos EUA investiga aporte de US$500 milhões na WLFI
O investimento de cerca de US$500 milhões feito por um grupo ligado a Abu Dhabi na World Liberty Financial, associada à família do presidente dos EUA, Donald Trump, entrou no foco de uma apuração formal no Congresso norte-americano. Assim, o deputado Ro Khanna iniciou um processo para esclarecer a origem do capital, a estrutura societária da empresa e possíveis ligações entre o aporte e decisões recentes de política externa. A WLFI tornou-se, portanto, um ponto central nas discussões sobre transparência financeira.
Segundo veículos internacionais, Khanna enviou uma carta aos cofundadores da World Liberty Financial solicitando documentos sobre participação societária, registros de capitalização, comprovantes de transferência, atas internas e materiais relacionados à operação bilionária. Além disso, o parlamentar determinou que a empresa preserve todos os dados relevantes durante a investigação.
Transparência financeira e impacto político
O pedido estabelece um cronograma para entrega das informações e reforça a intenção de rastrear fluxos financeiros ligados ao acordo. No entanto, Khanna afirmou que a apuração vai além de questões contábeis, pois o investimento ocorreu em um momento crítico, quando os EUA revisavam permissões de exportação de chips avançados de inteligência artificial para os Emirados Árabes Unidos.
ÚLTIMA HORA: Como membro sênior do Comitê Seleto sobre a China, iniciei uma investigação sobre um investimento de US$ 500 milhões dos Emirados Árabes Unidos na empresa de criptomoedas da família Trump. Trata-se de confiança pública e transparência.
Khanna reforçou ainda que é essencial entender se recursos estrangeiros influenciaram decisões estratégicas ligadas à competitividade tecnológica. Além disso, o deputado questiona como o stablecoin USD1, criado pela empresa, pode afetar grandes transações no setor cripto, já que operações volumosas podem gerar impactos em áreas regulatórias.
BTCUSD atualmente negociado a US$71.370. Fonte: TradingView
Discussões sobre chips de IA ampliam a investigação
Relatórios mencionados por Khanna indicam que o acordo entre o grupo dos Emirados Árabes Unidos e a WLFI foi concluído pouco antes de mudanças importantes nas autorizações de exportação de semicondutores avançados. Portanto, a proximidade temporal levantou dúvidas sobre possíveis interseções entre o investimento e decisões governamentais estratégicas.
Outra preocupação envolve o papel do USD1 em operações de grande volume. Assim, o parlamentar solicitou esclarecimentos extras sobre o uso do ativo digital em transações associadas à empresa e aos parceiros do negócio.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS: O presidente Trump afirma que não sabia que Abu Dhabi investiu US$ 500 milhões em seu projeto de criptomoedas World Liberty. “Não sei sobre isso. Meus filhos estão cuidando disso, acho que eles recebem investimentos de outras pessoas.”
Trump afirma desconhecer o investimento
Trump declarou à imprensa que desconhecia o aporte e afirmou que seus filhos administram os negócios da família. Além disso, a World Liberty Financial classificou a operação como um assunto privado. E disse que os detalhes só vieram à tona após reportagens revelarem o volume do investimento. Que representa quase metade da participação na empresa.
Com o avanço da investigação, o comitê da Câmara tenta entender se o capital estrangeiro influenciou decisões ligadas à competição estratégica dos EUA. Portanto, as cobranças por transparência, somadas às declarações de Trump e às dúvidas sobre o uso do USD1, colocam a WLFI no centro de um debate que envolve política, regulamentação e fluxos financeiros internacionais.