Bitcoin lidera liquidações após tombo de US$ 1,4 bilhão
O mercado de cripto passou por um dia de forte tensão, após registrar mais de US$ 1,45 bilhão em liquidações em apenas 24 horas. O movimento, um dos maiores dos últimos meses, chamou atenção devido ao impacto direto sobre Bitcoin e outros grandes ativos digitais. Além disso, dados do CoinGlass mostraram que o volume foi o quarto maior no período recente, reforçando a intensidade da pressão vendedora.
Mais de 311 mil traders tiveram posições encerradas, enquanto a maior liquidação individual ocorreu no par BTC/USDT na Aster, somando US$ 11,36 milhões. Assim, ficou evidente o impacto de um forte long squeeze que se espalhou por várias plataformas.

Mercado registra forte estresse e liquidações aceleradas
Entre os ativos mais atingidos, o Bitcoin liderou com ampla vantagem, somando US$ 738,83 milhões em liquidações. Esse valor superou com folga o Ethereum, que acumulou US$ 337,45 milhões, enquanto Solana apareceu na sequência com US$ 77,28 milhões. Além disso, a predominância de posições compradas liquidadas expôs o nível elevado de alavancagem existente antes da queda.
O avanço das liquidações ocorreu principalmente nas últimas 12 horas do levantamento. Nesse período, quase US$ 1 bilhão foi eliminado, sendo US$ 646 milhões apenas nas quatro horas finais. Portanto, a velocidade dos movimentos destacou a brutalidade da correção.

Queda rompe suportes críticos e acende alerta
O recuo de Bitcoin, Ethereum e Solana também rompeu níveis de suporte considerados essenciais. Assim, analistas apontaram que o mercado passou a enfrentar uma zona mais forte de tendência de baixa, aumentando o risco de busca por regiões inferiores caso não haja reação consistente nas próximas sessões.
Quando as liquidações foram registradas, o Bitcoin era negociado em torno de US$ 66.650, o Ethereum em US$ 1.960 e Solana perto de US$ 83. No entanto, a pressão vendedora intensificou o pessimismo e levou muitos investidores a adotarem maior cautela.

Alguns analistas já alertavam sobre possíveis quedas mais profundas. Michael Burry afirmou que o Bitcoin poderia repetir padrões observados entre 2021 e 2022, podendo buscar regiões próximas de US$ 50.000 caso a pressão se intensifique. Além disso, o analista PlanB apresentou quatro possíveis cenários para o curto prazo, variando entre extensão da baixa e eventuais sinais de recuperação.
Portanto, o mercado vive um momento de elevada instabilidade. O conjunto formado por liquidações agressivas, rompimento de suportes e aumento da volatilidade cria um ambiente em que investidores acompanham atentamente cada movimento, já que os efeitos imediatos da queda continuam moldando o comportamento de curto prazo.