Acordo EUA–Índia impulsiona mercado de cripto
O novo acordo comercial entre Estados Unidos e Índia fortalece a cooperação econômica entre as duas nações e amplia o impacto da cripto no comércio internacional. O pacto reduz tarifas, melhora a circulação de produtos e cria condições mais favoráveis para a expansão das transações digitais entre os dois países.
Segundo comunicado da Casa Branca, o modelo de concessões tarifárias é recíproco. A Índia eliminará tarifas sobre bens industriais e agrícolas dos EUA, enquanto os Estados Unidos aplicarão uma tarifa padrão de 18%. Além disso, o presidente Donald Trump retirou a tarifa de 25% sobre o petróleo russo importado pela Índia. Assim, Nova Délhi se comprometeu a adquirir US$ 500 bilhões em produtos norte-americanos, incluindo energia, aeronaves, metais preciosos e tecnologias modernas.
O acordo também busca reduzir barreiras que dificultavam o comércio digital. As novas regras apoiam transações digitais e limitam práticas consideradas restritivas para empresas de tecnologia. Assim, empreendedores de ambos os países devem contar com mais liberdade para operar em plataformas digitais, o que tende a ampliar oportunidades comerciais.
Segundo o embaixador Jamieson Greer, a iniciativa simboliza a expansão das relações econômicas entre Washington e Nova Délhi e gera benefícios diretos para produtores, empresas e trabalhadores. Além disso, o comércio digital se destaca como peça estratégica nessa aproximação, fortalecendo a modernização da infraestrutura financeira bilateral.
Como o acordo fortalece o avanço dos ativos digitais
A nova estrutura comercial abre espaço para maior utilização de ativos digitais em operações internacionais. Pagamentos envolvendo stablecoins e protocolos descentralizados tendem a ganhar mais espaço, especialmente porque ambos os países avançam em seus arcabouços regulatórios. Portanto, a redução de barreiras e a eliminação de tarifas ajudam a consolidar esses modelos na prática.
Ambientes regulatórios estimulam transações digitais
Nos EUA, o Genius Act formalizou o uso de stablecoins e forneceu regras claras para empresas e consumidores. Na Índia, os ativos digitais são classificados como VDAs, o que cria um ambiente regulatório reconhecido e estável. Assim, pagamentos digitais feitos por importadores e exportadores podem se tornar mais rápidos e eficientes, reduzindo custos operacionais.
Outro fator relevante é a liderança indiana no índice global de adoção de cripto divulgado pela Chainalysis em 2025. A forte demanda por soluções digitais no país indica que empresas norte-americanas do setor podem ampliar sua atuação local. Além disso, com o aumento do tráfego comercial, stablecoins devem ganhar mais liquidez, já que taxas de rede, validações e movimentações em blockchain demandam ativos digitais como combustível operacional.
A expectativa geral é que o acordo gere aumento expressivo no volume de transações digitais entre EUA e Índia. A eliminação de tarifas, somada às regras que favorecem o comércio digital, fortalece a infraestrutura financeira responsável por essas operações. Portanto, com os EUA oferecendo ambiente regulatório mais definido e a Índia ampliando importações, o fluxo de ativos digitais deve se tornar mais dinâmico e relevante no curto prazo.