Bitcoin mantém suporte e mira US$ 150 mil em 2026

O preço do Bitcoin se estabiliza próximo de US$ 68.811 após um início de sessão marcado por volatilidade. O ativo testou a região de US$ 68 mil, mas recuperou parte das perdas em meio ao otimismo renovado da Bernstein, que reafirmou sua projeção de US$ 150 mil até o fim de 2026.

Mercado reforça expectativas positivas para o Bitcoin

O analista Gautam Chhugani, da Bernstein, afirmou que o recuo aproximado de 45 por cento desde a máxima histórica não altera a estrutura do mercado. Segundo ele, nada mudou de forma relevante durante a correção e, portanto, o sentimento atual repete ciclos anteriores de pessimismo que costumam anteceder movimentos amplos de recuperação.

Além disso, Chhugani destacou que o mercado tende a criar ameaças quando indicadores permanecem alinhados. No entanto, essa busca constante por riscos se repete há anos. A narrativa de colapso do Bitcoin, segundo ele, sempre ganha espaço em momentos de correção, mas nunca se concretiza.

A Bernstein reforça que a adoção institucional, os avanços regulatórios e a maior maturidade da infraestrutura seguem como pilares sólidos. Assim, a queda recente pode representar uma oportunidade de médio prazo, e não um sinal de reversão estrutural.

Dificuldade de mineração atinge maior queda em anos

Jim Ferraioli, da Schwab, explicou que o comportamento dos mineradores ainda é um dos principais indicadores de possível formação de fundo. Durante fases de correção intensa, mineradores menos eficientes costumam desligar equipamentos, já que os custos superam os ganhos. Esse processo, conhecido como capitulação, afeta diretamente a dificuldade da rede.

Segundo dados divulgados pelo CoinDesk, a dificuldade de mineração registrou sua maior queda desde 2021. Portanto, um novo aumento na dificuldade seria um sinal positivo, já que indicaria o retorno dos mineradores e maior confiança operacional.

Além disso, o movimento de capitulação se alinha à redução da alavancagem em derivativos. Esse cenário sugere que o mercado pode estar próximo da fase de exaustão, que geralmente antecede reversões consistentes.

Análise técnica destaca suporte e tendência ascendente

Dinâmica do preço do BTC (Fonte: TradingView)

No gráfico diário, o Bitcoin segue abaixo das principais médias móveis exponenciais, que ainda apontam para uma tendência de curto prazo negativa. As resistências se concentram entre as EMAs de 20, 50, 100 e 200 dias, variando de US$ 77.227 a US$ 95.439. Enquanto isso, o suporte imediato permanece na região de US$ 73.375.

O recuo a partir da máxima de US$ 126 mil representa uma correção relevante, mas que se mantém alinhada às projeções de valorização da Bernstein para o médio prazo.

Curto prazo mostra linha de tendência positiva

Movimentação do preço do BTC (Fonte: TradingView)

No gráfico horário, o ativo mantém uma linha de tendência ascendente desde o fundo marcado em US$ 60 mil. Esse movimento sustentou o preço durante o teste da região dos US$ 68 mil. Além disso, o RSI avança após sair da zona de sobrevenda, enquanto o MACD permanece negativo, porém estável.

Para retomar a força compradora, o Bitcoin precisa romper a barreira de US$ 72 mil, que limita avanços desde o início de fevereiro.

Derivativos mostram maior demanda por volatilidade

ados sobre derivativos de BTC (Fonte: Coinglass)

Nos derivativos, o interesse aberto teve queda de 1,87 por cento, enquanto o volume negociado aumentou. As opções apresentaram alta superior a 85 por cento, indicando maior busca por proteção e por operações direcionais. A relação long/short permanece equilibrada, reforçando um ambiente menos assimétrico após a correção recente.

Com o preço pressionado pelas médias móveis, o mercado observa se o suporte em US$ 68 mil continuará firme. Já a resistência em US$ 77.227 permanece essencial para avaliar uma possível retomada em direção aos US$ 150 mil projetados pela Bernstein.