Aporte de US$500 mi na WLFI leva Senado a investigar
A WLFI entrou no centro de um debate político nos Estados Unidos após a revelação de que um fundo dos Emirados Árabes Unidos comprou uma participação relevante na empresa. O aporte, estimado em US$500 milhões, levantou preocupações no Congresso sobre riscos à segurança nacional, já que a companhia atua com stablecoins e soluções de armazenamento de ativos digitais.
Senado questiona impacto do investimento estrangeiro
Relatórios internacionais indicam que um fundo ligado a Abu Dhabi adquiriu cerca de 49% da WLFI. Com isso, o investidor se tornou o maior acionista externo e passou a ter direito a lugares no conselho da empresa. Assim, legisladores afirmam que essa posição pode permitir acesso a dados internos e informações estratégicas.
A WLFI atua em áreas sensíveis do setor de cripto. Além disso, a empresa emite e gerencia stablecoins, o que amplia a preocupação sobre possíveis vulnerabilidades na infraestrutura financeira dos EUA. Para críticos, investidores estrangeiros não deveriam ter acesso a sistemas que lidam com informações de cidadãos americanos.
Participação ligada ao Sheikh Tahnoon
Segundo apurações, o aporte foi realizado por uma estrutura financeira associada ao Sheikh Tahnoon bin Zayed Al Nahyan. A operação ocorreu em janeiro de 2025, período considerado sensível por causa da transição presidencial em Washington. No entanto, o que gerou mais questionamentos foi o destino de parte dos recursos, que teria sido direcionada a entidades relacionadas a fundadores e afiliados da WLFI.
Portanto, parlamentares pedem esclarecimentos sobre o cumprimento de protocolos de transparência. Eles querem entender se a transação seguiu todas as regras aplicáveis a investimentos estrangeiros, especialmente aquelas que envolvem participação em empresas ligadas ao setor financeiro.
BTCUSD negociado a US$70.279. Fonte: TradingView
Pressão aumenta no Congresso
A senadora Elizabeth Warren e o senador Andy Kim enviaram carta ao secretário Scott Bessent exigindo esclarecimentos sobre a transação. Eles querem saber se o Comitê de Investimentos Estrangeiros nos Estados Unidos analisou o acordo ou se precisa abrir investigação formal. Além disso, solicitaram documentos que indiquem riscos à segurança nacional.
A principal preocupação envolve acesso a dados de identidade e finanças de cidadãos americanos. Assim, os senadores afirmam que um investidor estrangeiro com influência em uma empresa associada ao presidente pode representar riscos adicionais para o país.
Nomeações no conselho ampliam o escrutínio
Após o fechamento do acordo, executivos ligados à empresa de tecnologia G42 passaram a integrar o conselho da WLFI. Essa relação chamou atenção porque a G42 já havia sido analisada por autoridades americanas devido a parcerias internacionais consideradas sensíveis. Portanto, legisladores defendem uma investigação mais profunda.
Além disso, a proximidade entre empresas de tecnologia e governos estrangeiros alimenta a preocupação sobre possíveis interferências em operações financeiras e decisões estratégicas nos EUA.
Próximos passos para a WLFI
Se o CFIUS decidir abrir uma revisão formal, poderá solicitar documentos internos, entrevistar executivos e até exigir mudanças na estrutura societária. No entanto, caso o órgão decida não investigar, os parlamentares já afirmam que intensificarão audiências e pedidos de informação.
Assim, o caso reforça debates sobre investimentos estrangeiros no setor de cripto e a necessidade de proteger dados de consumidores. O resultado dependerá das respostas oficiais sobre o papel dos Emirados Árabes na WLFI e do entendimento das autoridades sobre possíveis riscos associados ao acordo.