WLFI reúne líderes e reforça avanço das finanças digitais

O encontro promovido pela WLFI em Mar-a-Lago reuniu executivos de Wall Street, reguladores e representantes do setor de cripto em um evento que evidenciou a crescente integração entre finanças tradicionais e ativos digitais. O fórum atraiu cerca de 500 participantes e mostrou a mudança no posicionamento de grandes instituições financeiras diante do avanço da blockchain no mercado global.

Entre os nomes presentes estavam David Solomon, CEO da Goldman Sachs, Changpeng Zhao, cofundador da Binance, Adena Friedman, CEO da Nasdaq, e Lynn Martin, presidente do New York Stock Exchange Group. Além disso, atuais e ex-reguladores do sistema financeiro acompanharam as discussões, o que reforçou a relevância estratégica dos ativos digitais no ambiente institucional.

A participação de líderes tão influentes indica que o segmento de cripto deixou de ser considerado apenas especulativo e passou a ocupar espaço central na agenda corporativa. Assim, instituições antes resistentes agora avaliam novas formas de exposição e integração, impulsionadas pela expansão da infraestrutura digital.

Expansão da WLFI impulsiona ecossistema financeiro digital

A World Liberty Financial, ligada à família Trump e cofundada por Donald Trump Jr. e Eric Trump, consolidou-se como um dos principais braços do grupo no setor financeiro digital. Segundo dados da Bloomberg, o avanço da plataforma fez o patrimônio familiar ultrapassar US$ 1 bilhão.

O produto mais robusto da empresa é a stablecoin USD1, que mantém paridade com o dólar americano e já supera US$ 5 bilhões em circulação. Dessa forma, o token tornou-se um dos maiores do setor e integra a estratégia da WLFI de ampliar sua presença no ecossistema digital.

A empresa também protocolou pedido para obter licença bancária, além de anunciar o desenvolvimento de uma plataforma de empréstimos. Com isso, os executivos planejam criar uma infraestrutura totalmente digital, capaz de operar de forma integrada com o sistema financeiro tradicional.

Outro marco importante ocorreu em 2025, quando um veículo de investimento vinculado ao conselheiro de segurança nacional de Abu Dhabi, Sheikh Tahnoon bin Zayed Al Nahyan, adquiriu 49 por cento da WLFI em um acordo de US$ 500 milhões.

Wall Street e reguladores adotam nova postura em relação à cripto

David Solomon, que anteriormente classificava o mercado de cripto como especulativo, admitiu possuir uma pequena quantidade de Bitcoin. Esse reconhecimento simboliza a mudança de percepção entre grandes bancos, que agora analisam oportunidades que envolvem blockchain, tokenização e serviços digitais.

Além disso, executivos presentes discutiram a integração entre TradFi e soluções de DeFi. Esse tema, considerado um dos pilares para o futuro do setor, tem despertado interesse crescente de gestoras de ativos, fundos de hedge e empresas de tecnologia financeira.

Agências reguladoras também acompanharam as conversas, reforçando o movimento de aproximação entre o setor público e empresas que atuam em inovação financeira. Assim, cresce a expectativa de modelos regulatórios mais claros e voltados a um ambiente digital em expansão.

A família Trump afirma que as iniciativas da plataforma buscam criar alternativas aos sistemas bancários atuais. E estimular avanços na infraestrutura financeira. Portanto, o fortalecimento da WLFI, o crescimento da stablecoin USD1 e o engajamento de grandes executivos demonstram a transformação em curso no mercado global.

Nesse ínterim, a participação de líderes influentes, somada ao avanço tecnológico da plataforma, coloca a WLFI como uma referência no debate sobre integração entre finanças tradicionais e descentralizadas. além disso, amplia o alcance institucional do setor de ativos digitais.