Ethereum revela prioridades do protocolo para 2026
A Ethereum apresentou seu documento de prioridades do protocolo para 2026, descrevendo como os times técnicos vão orientar pesquisas e melhorias na rede ao longo do próximo ciclo. O anúncio ocorre após um ano marcado por grandes atualizações e pela ampliação do limite de gás.
Nova organização das frentes de desenvolvimento
O relatório destaca que 2025 trouxe mudanças profundas. Além disso, atualizações como Pectra, implementada em maio, e Fusaka, ativada em dezembro com o PeerDAS, transformaram a infraestrutura da rede. A elevação do limite de gás para 60 milhões, a maior desde 2021, também reforçou essa evolução.
Com essas mudanças, a fundação reorganizou o desenvolvimento do protocolo em três trilhas: Scale, Improve UX e Harden the L1. Cada área possui líderes específicos e objetivos definidos, facilitando a coordenação entre os times.
Escalabilidade e expansão do limite de gás
A trilha Scale integra trabalhos anteriores e busca ampliar a capacidade da rede. Segundo os líderes Ansgar Dietrichs, Marius van der Wijden e Raúl Kripalani, essa união facilita ajustes que afetam execução, rede e consenso, pois essas camadas costumam interagir diretamente.
O roadmap prevê novos aumentos no limite de gás, com metas acima de 100 milhões. Para isso, a fundação considera o uso de listas de acesso em nível de bloco via EIP-7928 e testes contínuos de desempenho nos clientes. Além disso, mecanismos de escalabilidade planejados para Glamsterdam, como o PBS nativo descrito no EIP-7732 e mudanças nos parâmetros de blobs, devem contribuir para essa expansão.
Outro foco é o avanço do cliente zkEVM de atestação, que deve entrar na fase de preparação para produção. Assim, a fundação também investe em soluções de escalabilidade do estado, como repricing, expiração de histórico, árvores binárias e caminhos para a statelessness.
Abstração de contas e interoperabilidade
A trilha Improve UX, liderada por Barnabé Monnot e Matt Garnett, enfatiza melhorias essenciais para a experiência do usuário em 2026. A fundação destaca duas prioridades: abstração nativa de contas e interoperabilidade aprimorada.
No campo da abstração de contas, o EIP-7702 se apresenta como um passo importante para um ecossistema no qual carteiras inteligentes se tornam padrão. Além disso, propostas como EIP-7701 e EIP-8141, conhecidas como Frame Transactions, movem a lógica de contas inteligentes para o protocolo. Esse avanço favorece segurança e possibilita verificações resistentes a ataques quânticos dentro da EVM.
Já no tema interoperabilidade, o foco é o desenvolvimento do Open Intents Framework. A meta é permitir interações mais rápidas entre camadas, acelerando confirmações na L1 e reduzindo tempos de liquidação nas L2.
Segurança da L1 e preparação pós-quântica
A trilha Harden the L1 reúne esforços dedicados à proteção estrutural da rede. Liderada por Fredrik Svantes, Parithosh Jayanthi e Thomas Thiery, essa frente abrange segurança pós-quântica, métricas de resistência à censura e aprimoramentos no layer de execução. Além disso, o trabalho inclui avanços no projeto FOCIL, mencionado no EIP-7805, e extensões que tratam da censura em blobs.
Jayanthi conduz devnets, testnets e padronização dos testes de interoperabilidade entre clientes, essenciais caso o Ethereum adote ciclos de fork mais curtos.
Para 2026, a fundação planeja lançar Glamsterdam no primeiro semestre e Hegotá no fim do ano. Com o propósito de que ambos devem incluir execução paralela, PBS nativo, expansão de blobs, melhorias na abstração de contas e reforço contra censura.
O ativo era negociado a US$ 1.968 no momento da publicação.

De fato, com prioridades focadas em escalabilidade, experiência do usuário e segurança, o plano da fundação indica um ano de avanços estruturais. Portanto, a expectativa é que melhorias como PBS nativo, evolução das zkEVMs e novos limites de gás tenham impacto direto no desempenho e na segurança do protocolo ao longo de 2026.