Emirados ampliam lucro com mineração de Bitcoin

Os Emirados Árabes Unidos expandiram sua presença no setor de Bitcoin ao fortalecer as operações da Citadel Mining, empresa apoiada pelo Royal Group. Desde março de 2022, o país acumulou 6.782 BTC, volume que corresponde a cerca de US$454 milhões. Além disso, as reservas representam um lucro não realizado estimado em US$344 milhões, mesmo sem considerar custos energéticos e estruturais.

A operação se destaca porque o montante foi obtido exclusivamente por meio de mineração. Assim, reforça-se a estratégia do Royal Group de manter uma posição consistente no mercado de ativos digitais. A iniciativa é presidida por Sheikh Tahnoon bin Zayed Al Nahyan e conta com o suporte de pools como a Foundry Digital, que apresentam fluxo contínuo de entrada para carteiras associadas ao grupo.

Registros on-chain mostram que a Citadel Mining evitou vendas significativas desde a expansão iniciada em 2025. A última movimentação relevante ocorreu há quatro meses, o que indica preferência pela retenção do ativo como reserva estratégica. Além disso, a instalação em Abu Dhabi, criada em parceria com a Phoenix Group em 2022, utiliza energia de baixo custo. Esse fator aumenta a eficiência e reforça o posicionamento competitivo do país no setor.

Emirados fortalecem estratégia nacional com avanço no Bitcoin

Embora o Royal Group mantenha proximidade com a família governante de Abu Dhabi, as reservas mineradas não fazem parte dos fundos soberanos do país. Instituições como ADIA e ADQ seguem caminhos distintos, mas analistas apontam que a atuação da Citadel Mining se alinha ao plano nacional de consolidar o país como polo regulado e amigável para negócios de cripto. Portanto, o avanço reforça a ambição estratégica dos Emirados no ambiente global.

Além da mineração, o interesse institucional no Bitcoin cresceu de forma expressiva. O Mubadala Investment Company aumentou em 45% sua posição em ETFs de Bitcoin à vista, elevando a exposição para cerca de US$630 milhões. Assim, Dubai e Abu Dhabi ampliam sua relevância no mapa internacional de infraestrutura blockchain, atraindo empresas e operações do setor.

Acúmulo institucional reforça cenário positivo para o mercado

O movimento dos mineradores e de grandes detentores reforça a confiança no mercado de Bitcoin. Dados da CryptoQuant indicam que mais de 36.000 BTC deixaram exchanges desde o início de fevereiro. Somente na Binance, a saída ultrapassou 12.000 BTC. Em um único dia, mais de 6.000 BTC foram retirados, registrando o maior volume diário desde novembro. Esse comportamento aponta para aumento no armazenamento a frio, reduzindo a oferta disponível para venda imediata.

Os detentores de longo prazo também ampliaram sua participação. Mais de 380.000 BTC foram adicionados aos portfólios no último mês, o que demonstra forte tendência de acúmulo. Esse movimento se soma à postura dos Emirados, que seguem acumulando sem sinalizar vendas relevantes. Assim, o mercado observa gradual redução da oferta circulante.

O Bitcoin operou recentemente em torno de US$66.450, após leve queda de 1,5% no dia. O preço havia recuado abaixo de US$60.000 no início do mês, mas voltou a se estabilizar. Com mineradores dos Emirados mantendo reservas e instituições ampliando a exposição, o cenário atual aponta para impacto direto na dinâmica de oferta e demanda. Portanto, o acúmulo contínuo reforça expectativas positivas entre investidores e grandes entidades.