Strategy se aproxima da 100ª compra de Bitcoin

A Bitcoin voltou ao centro das atenções após Michael Saylor indicar que a Strategy está prestes a concluir sua 100ª compra do ativo. Essa possível nova aquisição reforça a estratégia de longo prazo da empresa, que desde 2020 mantém um ritmo constante de acumulação e se tornou uma das maiores detentoras corporativas do mercado.

Na publicação feita no X, Saylor compartilhou uma imagem do “StrategyTracker” acompanhada da frase “The Orange Century”, sugerindo que a marca histórica está muito próxima. Além disso, mesmo com perdas não realizadas devido ao preço atual do Bitcoin abaixo do custo médio de compra, a Strategy segue sem alterar sua postura.

Atualmente, a empresa detém 717.131 BTC, adquiridos em 99 compras desde agosto de 2020. O custo médio por unidade é de US$ 76.027, enquanto a cotação permanece abaixo desse patamar. Assim, a empresa reforça sua estratégia baseada em convicção elevada e visão de longo prazo.

If it’s not going to zero, it’s going to a million.

Saylor utilizou essa frase para destacar sua perspectiva sobre o ativo, reforçando que a Strategy pretende continuar acumulando, mesmo enquanto alguns ETFs de Bitcoin à vista registram semanas de saídas líquidas. No entanto, a divergência entre esses fluxos e a postura da companhia evidencia diferentes horizontes de investimento entre participantes institucionais.

O marco das compras contínuas da Strategy

No gráfico divulgado por Saylor, fica evidente o padrão disciplinado de compras da empresa ao longo dos últimos anos. Segundo dados oficiais disponíveis em https://www.strategy.com/purchases, a empresa realizou ao menos uma compra por mês desde novembro de 2024. Portanto, a expectativa cresce para o anúncio do 100º movimento.

A companhia detém cerca de 3,4 por cento do fornecimento máximo de 21 milhões de BTC, consolidando sua relevância no setor corporativo. No entanto, o aumento no custo médio e a queda recente do preço abaixo de US$ 67 mil ampliam as perdas não realizadas e pressionam o desempenho financeiro da empresa.

Pressões financeiras e receio de diluição

Para sustentar o plano agressivo de compras, a Strategy tem ajustado suas estratégias de financiamento. Conforme divulgado pela Fortune, a companhia passou a emitir ações preferenciais como forma de fortalecer sua posição de caixa. No entanto, analistas apontam que esse modelo pode gerar diluição aos acionistas ao longo do tempo.

Somente em 2025, foram levantados US$ 7 bilhões por meio dessas emissões, que incluem obrigações de dividendos elevados. Além disso, a empresa enfrenta o desafio dos US$ 6 bilhões em dívidas com vencimento previsto para 2028, planejando converter parte dessas obrigações em ações, o que pode aumentar ainda mais a pressão sobre os papéis.

Gráfico relacionado ao Bitcoin

Fonte: TradingView

Impacto no mercado e papel corporativo da Strategy

A estratégia da empresa tem influenciado outras companhias a considerar exposição ao setor de cripto em suas tesourarias, embora nenhuma em escala comparável. Além disso, o mercado acompanha atentamente como a Strategy equilibrará sua estrutura de capital diante das pressões de dívida e do Bitcoin negociado abaixo do preço médio.

À medida que a empresa se aproxima da 100ª compra, o movimento reforça o impacto corporativo da Strategy e sua postura singular no ecossistema do ativo como reserva de valor. Assim, investidores observam atentamente os próximos passos e possíveis comunicados regulatórios que podem surgir com a nova aquisição.