BlackRock pode lançar ETF de XRP em 2026

O mercado de ETFs de XRP segue em expansão nos EUA, com seis produtos aprovados pela SEC somando mais de US$ 1 bilhão em ativos. No entanto, investidores aguardam a possível entrada da BlackRock, que, segundo o CEO da Canary Capital, Steven McClurg, pode protocolar um pedido para lançar um ETF spot do ativo entre o fim de 2026 e o início de 2027.

Perspectivas para o crescimento dos ETFs de XRP

O desempenho institucional no mercado variou ao longo do ano. Em janeiro, os fundos atingiram US$ 1,6 bilhão, mas observaram saídas de cerca de US$ 500 milhões. Assim, o total recuou para aproximadamente US$ 1 bilhão, reflexo da volatilidade recente. Ainda assim, McClurg acredita que a BlackRock tende a agir quando o setor demonstrar força contínua.

Segundo o executivo, a gestora pode avançar se o volume alocado nos ETFs de XRP triplicar e se aproximar de US$ 3 bilhões. Isso indicaria demanda sólida e crescente, reforçando o potencial do ativo entre investidores profissionais. Além disso, a empresa costuma reagir quando concorrentes iniciam movimentos estratégicos importantes, portanto um pedido de ETF por outra grande gestora pode acelerar sua decisão.

Outro ponto de atenção é o interesse de fundos institucionais de maior porte. Caso fundos de pensão estaduais, endowments ou fundos soberanos iniciem alocações de XRP dentro de suas categorias permitidas, o mercado ganharia credibilidade adicional. Portanto, esse tipo de adesão pode servir como catalisador para que a BlackRock se mova.

Análise do comportamento do mercado

O preço do ativo ainda influencia fortemente o apetite por ETFs. A oscilação recente trouxe cautela aos investidores. No entanto, movimentos de recuperação podem fortalecer a percepção de maturidade do ecossistema, criando ambiente mais favorável às grandes gestoras.

XRP ETF
Gráfico diário indica queda no preço do ativo. Fonte: XRPUSDT no TradingView.com

No momento da publicação original, o XRP era negociado a US$ 1,34, com queda semanal de 8%. Portanto, essas variações reforçam como a volatilidade ainda molda o comportamento dos investidores e influencia o avanço dos ETFs.

Relação da BlackRock com o ecossistema Ripple

Apesar de não existir um ETF de XRP em andamento, a BlackRock já mantém relação indireta com o ecossistema da Ripple. Seu fundo tokenizado de treasuries, o BUIDL, utiliza a stablecoin RLUSD como colateral. Assim, a integração demonstra familiaridade com a infraestrutura da empresa.

Essa conexão facilita possíveis avanços, caso o interesse de mercado cresça. Além disso, ela indica que a gestora monitora de perto o desenvolvimento do setor. Portanto, se os ativos sob gestão nos ETFs do ativo aumentarem, o intervalo entre análise e formalização de um pedido pode ser reduzido.

A longo prazo, a combinação de demanda crescente, maior adoção institucional e movimentação de concorrentes pode criar o cenário ideal para que a BlackRock entre no segmento. Assim, a expectativa de um ETF spot de XRP para 2026 ou 2027 permanece no radar de analistas e investidores.