Bitcoin recua e analistas veem chance de estabilização
A recente queda do Bitcoin intensificou receios no mercado, mas analistas destacam sinais que podem indicar uma fase de estabilização no curto prazo. No entanto, especialistas como Willy Woo e Matt Hougan afirmam que o movimento ainda reflete o padrão típico de um inverno cripto, marcado por liquidez fraca, forte pressão vendedora e baixa confiança. Ainda assim, eles apontam possíveis períodos de alívio enquanto o mercado ajusta seu ciclo macroeconômico.
Sinais de liquidez baixa no mercado
Willy Woo, cofundador do Bitcoin Vector e do fundo de investimento CMCC Crest, afirmou que o ciclo de baixa do Bitcoin provavelmente terminará no quarto trimestre deste ano e avalia que a pressão vendedora perdeu força nos últimos dias. Assim, o Bitcoin pode entrar em uma fase de consolidação lateral, após semanas de alta volatilidade. Segundo Woo, existe até a chance de um repique para a região média dos US$ 70 mil, embora esse avanço possa enfrentar rejeição devido à liquidez reduzida.
O ponto central de sua análise é o enfraquecimento simultâneo da liquidez à vista e de futuros. Esse cenário costuma limitar movimentos de alta, já que o mercado depende de fluxo consistente para sustentar ganhos prolongados.

Woo acredita que o ambiente macro segue amplamente negativo. Ele estima que o quarto trimestre pode marcar o fim do viés baixista predominante. Além disso, a força compradora consistente deve surgir apenas entre o primeiro e o segundo trimestre de 2027, quando o mercado possivelmente encontrará maior estabilidade. Grok no X
Principais suportes técnicos apontados
O analista destaca três níveis importantes de suporte, que podem orientar o mercado durante períodos de incerteza. Em sua visão, a região de US$ 45 mil tende a representar o fundo típico de um ciclo de baixa. Assim, esse patamar pode funcionar como referência para investidores que buscam avaliar riscos no curto prazo.
Caso o macro global se deteriore, Woo afirma que o suporte de fallback estaria próximo de US$ 30 mil. Além disso, a zona de US$ 16 mil seria o limite estrutural para preservar a tendência de alta de longo prazo do Bitcoin.
Woo ganhou destaque por identificar fundos de ciclos anteriores, como os registrados em 2018 e em 2022. Embora nem sempre acerte o timing, suas leituras on-chain costumam mapear momentos de exaustão vendedora com eficiência. Portanto, seus alertas sobre liquidez e mudanças macroeconômicas ganham relevância entre investidores.
Matt Hougan vê queda como movimento natural
Enquanto parte da comunidade debate possíveis culpados pela queda, muitos voltaram a comentar teorias envolvendo grandes empresas do setor. No entanto, Matt Hougan considera essas hipóteses improváveis. Para ele, a correção atual tem origem mais simples e está ligada ao comportamento dos investidores.
Em análise pública, Hougan explicou que a queda ocorreu por vendas de Bitcoin à vista, liquidação de posições alavancadas e fechamento de calls cobertas.
Além disso, ele cita outros fatores, como realização de lucros e migração de capital para startups de IA. Assim, o cenário atual apresenta características típicas de um inverno cripto clássico: preços pressionados, liquidez baixa e confiança reduzida.
Possível estabilização no horizonte
Segundo Hougan, grande parte da força vendedora já foi absorvida. Portanto, o mercado pode entrar em um período de consolidação enquanto o excesso de oferta diminui gradualmente. Esse processo costuma anteceder fases de recuperação estrutural nos ciclos do Bitcoin.
As análises de Woo e Hougan convergem ao apontar que o enfraquecimento da liquidez e a redução voluntária de exposição dos investidores explicam o recuo recente. Além disso, a estabilização pode surgir à medida que esses fatores perdem intensidade, abrindo espaço para maior equilíbrio dentro do ciclo atual.