Consumo de energia do XRP reacende disputa com Bitcoin
O debate sobre eficiência energética no mercado de cripto voltou a ganhar força após novos dados compararem o gasto elétrico do XRP com o consumo do Bitcoin. A discussão reacendeu visões opostas dentro da comunidade, que voltou a defender suas redes preferidas com novos argumentos e números atualizados.
Relatório destaca disparidade no gasto energético
Segundo um relatório publicado pela Bullrunners, a rede XRP teria consumido cerca de US$ 73 mil em eletricidade ao longo de um ano. No mesmo período, o Bitcoin teria ultrapassado US$ 10 bilhões em custos energéticos. Esses dados, divulgados na plataforma X, ampliaram o debate sobre a real eficiência entre os modelos de validação das duas redes.
A análise também apresentou uma comparação direta por transação. Segundo o estudo, uma transação de Bitcoin pode consumir entre 1.100 e 1.400 kWh, valor equivalente ao necessário para manter uma casa americana funcionando por até 49 dias. Já uma transação de XRP utiliza aproximadamente 0,0079 kWh, o que corresponde ao consumo de uma lâmpada acesa por poucos segundos.
Diante desses números, a Bullrunners afirmou que o XRP usa até 99,999 por cento menos energia que o Bitcoin. Essa diferença extrema decorre dos mecanismos de funcionamento de cada blockchain. O Bitcoin opera por meio do Proof of Work, que exige equipamentos especializados de mineração, responsáveis por executar cálculos complexos. Essa disputa constante por validação de blocos, portanto, eleva o consumo elétrico de forma significativa.
Modelo do XRP Ledger reduz necessidade energética
No sentido oposto, o XRP utiliza o Protocolo de Consenso do XRP Ledger. Em vez de mineradores competindo, uma rede de nós confiáveis troca mensagens e vota até alcançar um consenso sobre as transações válidas. Essa estrutura elimina a dependência de máquinas de alto desempenho, o que torna o processo mais eficiente e com gasto elétrico muito menor.
A comparação apresentada reforçou antigos argumentos da comunidade, que rapidamente reagiu. Defensores do Bitcoin afirmaram que o gasto energético do Proof of Work não representa desperdício, mas sim um pilar essencial da segurança da rede. Segundo um deles, o modelo transforma energia real em escassez digital, tornando o sistema praticamente impossível de falsificar.
Além disso, alguns membros questionaram o nível de descentralização do XRP, citando as grandes quantidades de tokens detidas pela Ripple, que poderiam, na visão deles, influenciar o fornecimento no mercado.
No entanto, apoiadores do XRP defenderam que o XRP Ledger supera não apenas o Bitcoin, mas também o Ethereum, mesmo após sua migração para Proof of Stake em 2022. Para esses usuários, a baixa demanda energética e a velocidade das transações reforçam o potencial do ativo para aplicações de grande escala.
XRP negociado a US$ 1,39 no gráfico diário. Fonte: TradingView.com
Assim, o debate renovado destaca como o consumo de energia permanece um dos temas mais polarizados do setor de cripto. Além disso, os dados recentes mostram que a diferença entre o modelo de validação do Bitcoin e o consenso do XRP Ledger continua gerando interpretações divergentes. Cada comunidade, portanto, sustenta que os números apresentados reforçam os pontos fortes de suas respectivas redes.