Ex-policial de LA é condenado por sequestro e roubo de Bitcoin

Um ex-policial do Departamento de Polícia de Los Angeles foi condenado por liderar um sequestro e um roubo de Bitcoin que expôs falhas graves na confiança pública. O júri da Suprema Corte do Condado de Los Angeles considerou Eric Halem culpado após analisar detalhes de uma invasão planejada para subtrair criptoativos de um adolescente.

A decisão foi anunciada em 2 de março, após dias de julgamento que revelaram como Halem abusou de sua experiência policial para criar uma operação criminosa sofisticada. Além disso, o caso chamou atenção pela forma como o ex-agente utilizou métodos que simulavam uma ação legítima, aumentando o temor das vítimas.

Invasão planejada e roubo de US$ 350 mil em Bitcoin

Halem, de 38 anos, atuou por cerca de 13 anos no LAPD. De acordo com o processo, ele aproveitou esse histórico para organizar uma invasão em dezembro de 2024. O grupo envolvido chegou a um prédio de luxo em Koreatown usando uniformes falsos e alegando cumprir um mandado. Durante o julgamento, a promotoria destacou que a ação demonstrava planejamento detalhado.

Testemunhas relataram que Halem utilizou algemas reais do LAPD para imobilizar o adolescente e a namorada dele, reforçando a sensação de legitimidade. No entanto, os acusados passaram a ameaçar as vítimas para obter informações sobre carteiras digitais e dispositivos de armazenamento. O adolescente, com medo, acabou entregando os acessos.

Ao acessar os dispositivos, o grupo realizou a transferência de aproximadamente US$ 350 mil em Bitcoin. Em seguida, fugiu do local sem deixar vestígios imediatos. A investigação, que avançou com base em depoimentos e registros, levou à prisão de Halem em agosto de 2025.

Abuso de autoridade e impacto na confiança pública

Os promotores argumentaram que Halem violou a confiança atribuída a agentes da lei, já que deveria proteger a comunidade. Assim, a ação dele foi considerada uma das formas mais graves de abuso de autoridade. Segundo o Ministério Público, o histórico como policial e a continuidade como agente reserva até 2022 ampliaram a percepção de traição.

Além disso, a promotoria destacou que a invasão não foi um ato impulsivo, mas sim uma operação criminosa totalmente planejada. O júri concordou com as acusações de sequestro, extorsão e invasão armada. A sentença final está marcada para 31 de março de 2026.

Violência ligada ao roubo de criptoativos cresce nos EUA

O caso ocorre em meio ao aumento de crimes violentos relacionados ao roubo de criptoativos. Entre 2024 e 2025, diferentes regiões dos Estados Unidos registraram episódios semelhantes. Portanto, autoridades têm alertado que invasões domiciliares e sequestros voltados para acessar carteiras digitais se tornaram mais comuns.

Além disso, especialistas apontam que, embora tecnologias de segurança avancem, os detentores de ativos digitais seguem vulneráveis a ameaças físicas. Esse cenário representa um desafio para forças policiais, pois os crimes combinam elementos digitais com violência direta.

A condenação de Halem reforça a gravidade desse tipo de delito e evidencia como falsos agentes podem explorar vulnerabilidades para roubar valores de alto impacto. Assim, o caso se torna mais um alerta sobre a necessidade de proteção reforçada para quem armazena criptoativos.