American Bitcoin amplia tesouro para 6.500 BTC

A American Bitcoin ampliou seu tesouro corporativo para mais de 6.500 Bitcoin, fortalecendo sua posição entre as maiores empresas listadas em bolsa que mantêm o ativo em caixa. O anúncio ocorreu após Eric Trump, cofundador e diretor de estratégia, afirmar que a companhia acumulou mais de 500 BTC nos últimos 21 dias. Com os preços atuais, o valor do tesouro se aproxima de US$ 470 milhões.

De acordo com dados do Bitcoin Treasuries, a mineradora ocupa agora a cerca de 17ª posição entre companhias públicas que mantêm reservas relevantes do ativo, ficando atrás de gigantes como a Galaxy Digital.

A companhia negocia ações sob o ticker ABTC e possui capitalização de mercado próxima de US$ 1,4 bilhão. Além disso, os papéis subiram cerca de 6% no pregão mais recente, sendo negociados a US$ 1,21. No entanto, a ação acumula queda superior a 30% no ano devido à forte correção após o período inicial pós-listagem.

Expansão acompanha estratégia de acumulação

Eric Trump também usou a plataforma X para criticar grandes bancos dos EUA, como JPMorgan Chase, Bank of America e Wells Fargo. Segundo ele, essas instituições pressionam legisladores para limitar produtos de cripto e stablecoins com rendimentos mais altos. Trump argumenta que esses bancos oferecem juros quase nulos aos clientes enquanto obtêm taxas mais elevadas junto ao Federal Reserve, apoiando legislações como o CLARITY Act para restringir retornos de ativos digitais.

A ampliação das reservas acompanha investimentos robustos em infraestrutura. Nesta semana, a American Bitcoin anunciou a compra de 11.298 máquinas ASIC. Assim, a empresa espera adicionar cerca de 3,05 exahash por segundo à capacidade operacional. Quando todas estiverem instaladas, o parque total deve alcançar aproximadamente 89.242 unidades, com hashrate estimado de 28,1 EH/s. A instalação ocorrerá no complexo de Drumheller, em Alberta.

A estratégia da empresa baseia-se em acumular Bitcoin por meio de autogeração em larga escala. Portanto, executivos destacam que a produção interna reduz custos em comparação com compras diretas no mercado. O presidente Matt Prusak afirmou que todas as decisões operacionais visam aumentar o volume de BTC mantido no balanço. No quarto trimestre de 2025, a empresa registrou margem bruta próxima de 53% na mineração.

Insiders reforçam confiança com novas compras

A American Bitcoin também registrou compras significativas de ações por membros internos após a divulgação do balanço. O conselheiro Justin Mateen adquiriu cerca de 1,3 milhão de papéis no mercado aberto, ao preço médio de US$ 1. Mateen, cofundador do aplicativo Tinder, integra o conselho desde 2025. Além disso, outro diretor, Richard Busch, comprou aproximadamente 330 mil ações ao longo de dois dias, segundo documentos enviados à SEC.

Esses movimentos ocorreram após a reabertura da janela de negociação da empresa, logo depois da publicação dos resultados trimestrais. No quarto trimestre, a mineradora registrou prejuízo próximo de US$ 59 milhões. Mesmo assim, o acumulado de 2025 apontou perdas superiores a US$ 150 milhões devido a regras contábeis que exigem marcação a mercado do Bitcoin. Ainda assim, a empresa gerou mais de US$ 185 milhões em receita em seu primeiro ano como companhia pública.

Com o avanço das reservas, a expansão do parque de mineração e o aumento da participação de membros do conselho, a American Bitcoin reforça sua estratégia de crescimento baseada na acumulação do ativo enquanto navega por um cenário regulatório tenso.