FBI prende suspeito por roubo de US$ 46 mi em Bitcoin

O Bitcoin voltou ao centro das atenções após o FBI confirmar a prisão de John Daghita, ex‑contratado acusado de desviar mais de US$ 46 milhões em ativos digitais do Serviço de Delegados dos EUA. A operação ocorreu em Saint Martin e encerrou semanas de buscas internacionais, reforçando o foco global no combate a crimes com cripto.

Operação internacional detém suspeito de desvio de Bitcoin

A captura de Daghita aconteceu em uma ação conjunta entre o FBI e a Gendarmaria Francesa. Além disso, a operação contou com o apoio de uma unidade tática de elite, responsável por localizar o suspeito no Caribe. Em comunicado divulgado na plataforma X, o diretor do FBI, Kash Patel, afirmou que a agência seguirá atuando com parceiros internacionais para responsabilizar envolvidos em fraudes que afetam contribuintes americanos, independentemente do país em que busquem refúgio.

Daghita trabalhou anteriormente na Command Services & Support (CMDSS), empresa sediada na Virgínia e administrada por seu pai. Seu antigo perfil no LinkedIn, removido recentemente, apontava ligação direta com a companhia. A CMDSS possuía contratos com o Serviço de Delegados dos EUA relacionados ao gerenciamento de ativos digitais confiscados, incluindo Bitcoin e outras criptos que fazem parte das reservas estratégicas do governo.

No momento da prisão, agentes encontraram com Daghita uma pasta contendo dinheiro em espécie e diversos dispositivos USB. No entanto, as autoridades não revelaram o conteúdo desses materiais nem se têm relação direta com o desvio dos valores sob investigação.

Casos de crimes com cripto aumentam a atenção de autoridades

As acusações contra Daghita envolvem a apropriação indevida de Bitcoin e outros ativos mantidos pelo Serviço de Delegados dos EUA. A suposta fraude supera US$ 46 milhões e permanece sob investigação. Ainda assim, a prisão representa um passo importante para o avanço do processo judicial.

O episódio ocorre em um momento em que crimes envolvendo cripto ganham destaque. Recentemente, autoridades no Arizona prenderam dois jovens da Califórnia, ambos menores de 18 anos, ligados a um suposto esquema de US$ 66 milhões. De acordo com as investigações, eles teriam se passado por entregadores para acessar uma residência em Scottsdale no dia 31 de janeiro.

Dentro da casa, os suspeitos teriam rendido e agredido duas vítimas enquanto exigiam acesso a carteiras de cripto. Contudo, um dos moradores negou possuir ativos digitais, e um terceiro ocupante conseguiu acionar a polícia de outro cômodo. A chegada dos agentes provocou a fuga dos adolescentes, que foram detidos horas depois.

Bitcoin

O gráfico diário apresenta o recuo do BTC para US$ 70.000 na quinta-feira. Fonte: BTCUSDT no TradingView.com

No momento da apuração, o Bitcoin era negociado a US$ 70.919 após falhar novamente na tentativa de superar a região de US$ 74.000. Portanto, o ativo registrou queda de 3,5% em 24 horas e ampliou o movimento corretivo iniciado na semana.

Esses casos recentes demonstram como autoridades internacionais intensificam a vigilância sobre crimes com cripto. Além disso, operações rápidas e coordenadas mostram que episódios envolvendo grandes quantias ou ameaça à segurança pública permanecem sob monitoramento constante. A prisão de Daghita, somada ao caso do Arizona, reforça o esforço global para conter fraudes relacionadas a ativos digitais.