Binance contesta acusações do senador Blumenthal
A Binance respondeu de forma direta às acusações do senador dos EUA Richard Blumenthal. O parlamentar enviou uma carta ao Congresso citando reportagens que apontavam supostas violações de sanções envolvendo o Irã. No entanto, a exchange classificou essas alegações como falsas e afirmou que as interpretações apresentadas se baseiam em informações imprecisas.
Exchange rebate denúncias sobre supostas operações com o Irã
As menções feitas pelo senador se apoiaram em matérias publicadas por veículos como The New York Times, Fortune e The Wall Street Journal em fevereiro de 2026. Esses conteúdos alegavam que a plataforma teria facilitado transferências estimadas em US$ 1,7 bilhão relacionadas ao Irã, além de ignorar alertas internos sobre possíveis esquemas de lavagem de dinheiro.
De acordo com sua resposta oficial, a Binance mantém rígidas políticas de Conheça Seu Cliente e controle de conformidade. A empresa reforçou que usuários localizados ou residentes no Irã são proibidos de acessar seus serviços e que não há qualquer reconhecimento de que milhares de contas teriam passado por seus filtros de segurança.
A exchange afirmou ainda que tais interpretações podem ter surgido devido a seus esforços para conter o uso de VPNs, prática proibida pelos termos de uso. Assim, qualquer tentativa de contornar os requisitos de elegibilidade é tratada conforme suas políticas internas, o que indicaria um processo de fiscalização ativo.
Reportagens geraram interpretações consideradas equivocadas pela empresa
Segundo a Binance, as acusações ignoram o fato de que a plataforma implementa mecanismos contínuos de aprimoramento em seu sistema de conformidade. Além disso, a empresa destacou que suas equipes trabalham para impedir atividades ilegais e que eventuais inconsistências noticiadas não correspondem a fatos verificados.
Empresa comenta saída de funcionários e contesta relação com investigações
Blumenthal também citou reportagens sobre supostos afastamentos de colaboradores envolvidos em investigações internas relacionadas aos casos Hexa Whale e Blessed Trust. Essas matérias sugeriam que funcionários teriam sido desligados após levantarem dúvidas sobre processos de conformidade.
A exchange afirmou que tais conteúdos apresentam inconsistências e não refletem a realidade. A empresa reconheceu que houve saídas recentes de colaboradores e contratados, porém explicou que a maioria ocorreu por decisão voluntária e sem relação com investigações internas.
A Binance acrescentou que, devido à privacidade, não pode comentar detalhes individuais. No entanto, garantiu que seu sistema de conformidade passa por atualizações constantes. Assim, qualquer alerta relevante é investigado imediatamente, contas são removidas quando necessário e autoridades são notificadas conforme padrões internacionais.
Controles internos teriam funcionado conforme previsto
Sobre os casos mencionados por Blumenthal, a empresa declarou que seus mecanismos atuaram da forma planejada. Além disso, reforçou o compromisso de colaborar com órgãos de segurança e de fortalecer a infraestrutura do ecossistema global de cripto, mantendo políticas rígidas contra violações e práticas ilícitas.
Com essa resposta pública, a Binance buscou reafirmar a solidez de seus controles, destacando que proíbe usuários iranianos, monitora possíveis violações via VPN. Além disso, mantém processos internos de investigação. Segundo a empresa, as movimentações recentes de equipe não têm relação com investigações citadas, o que sustentaria sua posição de que o sistema de conformidade permanece ativo e funcional.