Índia: CBI prende cofundador ligado ao caso GainBitcoin
Autoridades da Índia prenderam Ayush Varshney, cofundador e diretor de tecnologia da Darwin Labs Private Limited, no avanço das investigações sobre o caso envolvendo o GainBitcoin. A ação foi conduzida pela Central Bureau of Investigation (CBI), principal agência investigativa do país.
Segundo investigadores, Varshney teria participado do desenvolvimento de componentes tecnológicos que ajudaram a sustentar a operação da plataforma. Dessa forma, as autoridades buscam entender como a infraestrutura digital foi utilizada dentro do suposto esquema que atraiu milhares de investidores.
Reportagens da imprensa indiana indicam que o executivo é suspeito de envolvimento no desenvolvimento de sistemas utilizados pela plataforma. De acordo com investigadores, essas ferramentas teriam facilitado a captação de recursos de investidores em diferentes regiões do país.
Investigação analisa a infraestrutura do projeto
O projeto GainBitcoin ganhou notoriedade ao prometer retornos elevados para participantes que investissem em Bitcoin. Inicialmente, a proposta divulgava ganhos mensais considerados atrativos, o que acelerou a entrada de novos investidores.
No entanto, autoridades afirmam que o modelo apresentava características associadas a esquemas de pirâmide financeira. Nesse tipo de estrutura, pagamentos iniciais costumam ser usados para atrair novos participantes, enquanto o sistema depende da entrada constante de novos recursos.
A investigação conduzida pela CBI ganhou impulso após uma ordem da Suprema Corte da Índia emitida em 13 de dezembro de 2023. A decisão determinou a consolidação de diversas denúncias registradas em diferentes estados do país.
Nesse contexto, os investigadores passaram a examinar a atuação da Darwin Labs Private Limited. A empresa teria desenvolvido parte da infraestrutura tecnológica utilizada no funcionamento do projeto.
Fundadores da Darwin Labs entram no radar
Além de Ayush Varshney, outros nomes ligados à empresa aparecem no processo. Entre eles estão Sahil Baghla e Nikunj Jain, que também é citado como fundador da empresa de inteligência artificial Vaomi AI.
Segundo a CBI, integrantes da Darwin Labs teriam participado da criação de ferramentas digitais utilizadas pela plataforma. Entre os elementos citados nas investigações estão o desenvolvimento do token MCAP e de um contrato inteligente baseado no padrão ERC-20.
Além disso, a empresa teria colaborado no desenvolvimento de diferentes componentes do ecossistema do projeto. Entre eles aparecem a plataforma de mineração GBMiners.com, um gateway de pagamentos em Bitcoin, a carteira digital Coin Bank e um portal online voltado para investidores.
Detenção ocorreu após alerta migratório
As autoridades indianas afirmam que Varshney permaneceu fora do radar das investigações por um período. Diante disso, foi emitido contra ele um alerta internacional de vigilância conhecido como Look Out Circular.
Posteriormente, agentes de imigração interceptaram o suspeito em 9 de março no aeroporto internacional de Mumbai. Após a abordagem, ele permaneceu sob custódia por cerca de 24 horas antes de ser formalmente entregue à Central Bureau of Investigation para continuidade das investigações.
Origem do caso remonta a 2015
O caso GainBitcoin remonta a 2015, quando a plataforma foi lançada por Amit Bhardwaj, engenheiro de computação do estado de Maharashtra. O projeto prometia retornos mensais próximos de 10% durante um período de 18 meses.
Nos primeiros momentos, alguns participantes relataram pagamentos regulares. Contudo, atrasos e mudanças no modelo começaram a surgir ao longo do tempo, o que aumentou as suspeitas entre investidores.
Posteriormente, os operadores passaram a promover o token MCAP como alternativa dentro do ecossistema do projeto. A iniciativa foi apresentada como uma nova etapa da plataforma, embora as autoridades investiguem se o recurso foi utilizado para manter o sistema em funcionamento.
Portanto, com a prisão de Varshney, a investigação busca esclarecer o papel da infraestrutura tecnológica no funcionamento do projeto e identificar responsabilidades entre os envolvidos. Além disso, o caso também segue focado no rastreamento dos recursos captados ao longo dos anos.