Strategy pode se aproximar da BlackRock em Bitcoin
A disputa entre grandes players institucionais por Bitcoin ganhou força nas últimas semanas. A Strategy (MSTR), empresa liderada por Michael Saylor, vem ampliando suas reservas e se aproximando do iShares Bitcoin Trust (IBIT), ETF da BlackRock.
Estimativas de mercado indicam que a diferença entre as duas estruturas vem diminuindo, embora os números variem conforme a metodologia e a atualização dos dados. Esse movimento ocorre em meio ao ritmo consistente de compras da Strategy, que mantém uma política agressiva de aquisição do ativo.
Enquanto o IBIT depende diretamente do fluxo de investidores, por se tratar de um ETF à vista, a Strategy utiliza emissões de dívida e instrumentos financeiros para levantar capital. Dessa forma, consegue manter compras recorrentes, mesmo em períodos de menor entrada no mercado.
Strategy intensifica aquisições de Bitcoin
Nos últimos meses, a empresa tem anunciado novas compras de Bitcoin, reforçando sua estratégia de longo prazo. No entanto, valores específicos de algumas operações divulgadas em relatórios e redes sociais variam e nem sempre são confirmados de forma independente.
A companhia também utiliza métricas próprias, como o chamado “BTC Gain”, para acompanhar o desempenho da sua estratégia. Esse indicador busca refletir a evolução da exposição ao ativo ao longo do tempo, embora não seja uma métrica padronizada no mercado.
Nas duas primeiras semanas de março de 2026, a Strategy adquiriu 40.332 BTC e obteve um rendimento de 3,0%, reforçando sua abordagem agressiva em relação ao tesouro, de acordo com Michael Saylor.
No acumulado do ano, a empresa acumulou 88.568 BTC com um rendimento de 3,4%, sinalizando um impulso contínuo por trás da transformação de seu balanço patrimonial.
Mercado acompanha possível aproximação
O mercado observa de perto a possibilidade de a Strategy reduzir ainda mais a distância em relação ao IBIT. Analistas avaliam que, caso o ritmo atual seja mantido, a diferença pode continuar diminuindo nas próximas semanas.
Paralelamente, o próprio Bitcoin registra um desempenho relevante em março. Sequências recentes de alta chamaram a atenção, embora padrões históricos não garantam continuidade do movimento. Dados sugerem que períodos semelhantes já foram seguidos por valorizações adicionais, mas também por correções.
O preço saiu de faixas abaixo de US$ 66 mil para níveis próximos de US$ 76 mil antes de recuar levemente. Ainda assim, o sentimento permanece construtivo, com investidores atentos à sustentação acima de zonas consideradas relevantes.
Além disso, a recuperação recente ocorreu após um período de pressão macroeconômica e tensões globais. Com a redução dessas incertezas, o ativo voltou a ganhar tração e superou, em determinados momentos, ativos tradicionais como ouro e S&P 500.
Em síntese, o avanço da Strategy reforça a tendência de maior participação institucional no Bitcoin. Ao mesmo tempo, a possível aproximação em relação à BlackRock destaca a crescente competição entre diferentes veículos de exposição ao ativo.