Qubic detalha plano de mineração de Dogecoin

A Qubic anunciou um plano em três fases para migrar sua operação de mineração de Monero para Dogecoin, com início previsto para 1º de abril. A estratégia indica uma transição gradual, com o objetivo de reduzir impactos operacionais ao longo do processo.

Segundo a equipe, cada etapa será avaliada antes do avanço para a seguinte. Dessa forma, a empresa busca preservar a estabilidade da rede. Além disso, o plano inclui a integração entre mineração e inteligência artificial, o que pode alterar significativamente o modelo atual.

Plano de migração prioriza transição gradual

Em primeiro lugar, a fase inicial funcionará como período de testes e deve durar entre uma e duas épocas. Nesse estágio, a receita dos chamados “computors” continuará baseada exclusivamente em Monero (XMR). Ao mesmo tempo, a mineração de Monero seguirá ativa em metade do tempo.

Por outro lado, o Dogecoin será introduzido em modo de teste, já operando na rede principal. Paralelamente, o treinamento de inteligência artificial continuará ativo. Assim, a Qubic inicia a integração do DOGE sem interromper sua estrutura atual.

Na segunda fase, ocorre a migração mais efetiva. Durante mais uma ou duas épocas, os participantes poderão escolher entre recompensas em XMR ou DOGE. No entanto, quem optar por Dogecoin deixará de receber recompensas em Monero.

Além disso, o uso de Monero será reduzido gradualmente, enquanto o Dogecoin ganha espaço com incentivos adicionais. Dessa maneira, a empresa tenta equilibrar adoção e estabilidade ao longo da transição.

Por fim, na terceira fase, toda a receita passará a ser exclusivamente em Dogecoin. O modelo baseado em XMR será descontinuado, consolidando a nova estrutura que combina mineração e inteligência artificial.

Dogecoin mineração Qubic rollout
Fonte:  @_Qubic_ no X

Rede apresenta melhorias antes da mudança

Além do plano de migração, a Qubic destacou avanços recentes no desempenho da rede. Em 23 de março, a equipe informou que a velocidade da mainnet aumentou significativamente. O tempo de processamento caiu de 2 segundos para 1 segundo e, posteriormente, para cerca de 0,6 segundo após otimizações.

Segundo a empresa, cada submissão de mineração é validada por máquinas oráculo em um único ciclo. Com isso, tempos menores tendem a permitir confirmações mais rápidas e maior capacidade de processamento.

“Cada share enviado por um minerador é validado em um único ciclo. Tempos mais rápidos significam confirmações mais ágeis e uma rede preparada para maior carga”, afirmou a Qubic em publicação no no X.

Fatores econômicos influenciam escolha pelo Dogecoin

A escolha pelo Dogecoin também considera fatores econômicos. A equipe relembrou sua atuação anterior com Monero, quando a participação no hashrate teria saído de menos de 2% para mais de 50%. Nesse período, a operação gerou cerca de US$ 3,5 milhões em receita e mais de 26 mil blocos minerados.

Em comparação, o Dogecoin apresenta uma emissão diária mais elevada. A rede gera cerca de 14,4 milhões de moedas por dia, o que equivale, nos níveis atuais, a aproximadamente US$ 1,44 milhão. Esse volume sugere um potencial de receita superior ao observado no Monero.

Além disso, no momento da publicação, o Dogecoin era negociado a US$ 0,09752. O ativo ainda mantinha uma região de suporte relevante no gráfico semanal, o que pode indicar estabilidade no curto prazo.

Gráfico de preço Dogecoin

DOGE mantém suporte relevante no gráfico semanal | Fonte: TradingView

Transição busca escala com menor risco

Em resumo, a Qubic propõe uma migração progressiva em três etapas: testes iniciais, fase híbrida e, por fim, operação totalmente baseada em Dogecoin. Ao mesmo tempo, a empresa busca integrar inteligência artificial de forma contínua.

Assim, o plano sinaliza uma tentativa de ampliar a eficiência e a escalabilidade da rede, enquanto procura reduzir riscos durante a transição operacional.