Bitcoin lidera desempenho de valorização após crises globais
Bitcoin lidera desempenho de valorização após crises globais, aponta levantamento do MB | Mercado Bitcoin
A plataforma analisou a performance da criptomoeda em relação ao ouro e às ações para avaliar seu papel como reserva de valor
Em momentos de guerra, crises econômicas ou turbulência nos mercados, a mesma pergunta retorna: o Bitcoin realmente funciona como reserva de valor? Sempre que o ativo oscila em meio à incerteza global, investidores passam a compará-lo ao ouro, tradicional refúgio em períodos de estresse, e a questionar sua eficácia nesse papel. Para testar essa tese e encontrar a resposta, o MB | Mercado Bitcoin, plataforma de ativos digitais líder na América Latina, analisou o desempenho de diferentes ativos após choques macroeconômicos.
Quando um grande evento econômico ou geopolítico ocorre, como uma guerra, muitos investidores esperam que ativos de proteção patrimonial reajam rapidamente ou pelo menos se mantenham estáveis. E se isso não acontece, surge a percepção de que a tese de reserva de valor falhou. Para Rony Szuster, Head de Research do MB | Mercado Bitcoin, essa conclusão pode ser precipitada: “É como assistir aos primeiros minutos de um filme e achar que já sabe como ele termina. Em momentos assim, investidores vendem posições para reduzir risco ou levantar caixa, e até ativos defensivos podem cair”, explica.
O que mostram os primeiros 60 dias após choques globais
No levantamento, a plataforma analisou os primeiros 60 dias após o início de diferentes episódios de incerteza global. Esse intervalo permite observar o comportamento do mercado depois que o pânico inicial diminui e os preços passam a refletir mais os fundamentos. A análise compara o desempenho do Bitcoin, do ouro e do S&P 500, principal índice de ações dos Estados Unidos, que reúne empresas como Apple, Amazon, Google e Microsoft.
Os resultados mostram que, no chamado Dia da Liberdade, em abril de 2025, quando Donald Trump anunciou tarifas contra diversos países, o Bitcoin registrou alta de 24% nos 60 dias seguintes, superando o ouro, que avançou 8%, e o S&P 500, com ganho de 4%. Já no início da pandemia de COVID-19, em março de 2020, não foi diferente: a criptomoeda também se destacou, com valorização de 21%, enquanto os demais ativos subiram no máximo 4% no período.

Segundo Szuster, o padrão observado nos episódios históricos é consistente. O Bitcoin apresentou a melhor performance na maioria dos casos e registrou retorno positivo em todos, após 60 dias. Além disso, no atual conflito entre Estados Unidos e Irã, mesmo antes de completar esse intervalo, o movimento já começa a se repetir, com a criptomoeda sendo o único ativo em alta até o momento.
“O levantamento reforça que o Bitcoin nem sempre sobe no momento em que a tensão começa. Mas, após o impacto inicial, o histórico do ativo indica uma resiliência maior do que muitos investidores esperam”, reforça Rony.
O papel da visão de longo prazo no investimento em Bitcoin
Por isso, o especialista reforça que o Bitcoin deve ser encarado como um investimento de longo prazo. Apesar das oscilações em curtos espaços de tempo, o ativo foi o mais rentável da última década e, somente em 2024, acumulou valorização de 178%.
Segundo ele, investidores que focam apenas no “vai e vem” do mercado tendem a
tomar decisões impulsivas e perder oportunidades. Já quem compreende os ciclos do ativo lida melhor com a volatilidade, combinando visão de longo prazo, diversificação e disciplina para transformar as oscilações em um fator administrável, e não em uma ameaça em períodos de maior incerteza.
*Comunicado de imprensa.