Fenbushi: recompensa por hack de US$ 42 mi

O cofundador da Fenbushi Capital, Bo Shen, voltou a mobilizar a comunidade cripto em torno de um dos ataques mais relevantes dos últimos anos. Em novembro de 2022, o executivo perdeu cerca de US$ 42 milhões após a invasão de sua carteira pessoal. Agora, ele anunciou uma recompensa entre 10% e 20% para informações que contribuam com a recuperação dos fundos.

Segundo o próprio Shen, interessados podem entrar em contato diretamente com ele. A iniciativa segue a lógica de programas white-hat, que incentivam especialistas a colaborar com investigações. Assim, a medida busca acelerar a identificação dos responsáveis e ampliar as chances de recuperação.

Como ocorreu o ataque e quais ativos foram levados

O incidente ocorreu após o comprometimento da seed phrase, que garante acesso total à carteira. A partir disso, os invasores transferiram rapidamente os ativos para diversos endereços. Entre os valores estavam aproximadamente US$ 38,2 milhões em USDC, mais de 1.600 ETH, cerca de 720 mil USDT e uma pequena quantia em Bitcoin.

Além disso, os responsáveis utilizaram bridges entre blockchains e serviços de swap para dificultar o rastreamento. Como resultado, a movimentação tornou-se mais complexa e exigiu ferramentas avançadas de análise on-chain. Desde o início, Shen destacou que os recursos eram pessoais e não estavam ligados à Fenbushi Capital.

Rastreamento evolui com novas ferramentas

Após o ataque, os ativos circularam por múltiplas redes, o que reduziu a visibilidade inicial das transações. Ainda assim, investigadores independentes continuaram monitorando os fluxos. Na época, porém, as limitações tecnológicas dificultavam uma análise mais profunda.

Esse cenário mudou. Conforme Shen indicou, ferramentas mais recentes, impulsionadas por inteligência artificial, passaram a permitir o rastreamento de operações complexas com maior precisão. Nesse sentido, o caso voltou a ganhar relevância dentro do ecossistema de segurança blockchain.

Recompensa reacende investigação

Os avanços já produziram alguns resultados. Segundo Shen, o investigador on-chain ZachXBT conseguiu congelar cerca de US$ 1,2 milhão dos fundos roubados, conforme relatou no X.

Além disso, o anúncio da recompensa foi detalhado em outra publicação, na qual Shen afirma que surgiram novas pistas recentemente, o que pode aumentar a probabilidade de recuperação dos valores. A proposta prevê pagamento proporcional à relevância das informações fornecidas, modelo já utilizado em outros casos no setor.

Por outro lado, o executivo reconhece que não há garantia de recuperação integral. Ainda assim, ele avalia que hoje existe maior clareza sobre o caminho percorrido pelos ativos, o que torna o cenário mais favorável do que no período inicial.

Em conclusão, o episódio reforça como as ferramentas de rastreamento evoluíram rapidamente no mercado de criptomoedas. Ao mesmo tempo, evidencia que a colaboração entre especialistas segue sendo um fator decisivo no combate a crimes digitais. Até agora, cerca de US$ 1,2 milhão foi bloqueado, enquanto a recompensa permanece aberta para novas contribuições.