Bitcoin enfrenta resistência em US$ 72,5 mil, diz Darkfost

O Bitcoin segue pressionado e encontra dificuldades para retomar níveis mais elevados de preço. Nas últimas semanas, a criptomoeda falhou repetidamente ao tentar recuperar a faixa dos US$ 80.000. Ainda que tenha alcançado cerca de US$ 76.000, o movimento não se sustentou.

Esse comportamento, segundo análises recentes, está ligado a um nível técnico relevante que tem limitado o avanço do ativo. Assim, o cenário atual levanta cautela entre investidores, sobretudo diante de padrões históricos semelhantes.

Indicador on-chain aponta barreira relevante

O analista on-chain Darkfost afirmou, em publicação no X, que a principal pressão sobre o Bitcoin está associada ao indicador Realized Price Excluding >7Y Supply. Em outras palavras, a métrica calcula o preço médio das moedas em circulação, desconsiderando aquelas inativas há mais de sete anos.

Esse ajuste busca refletir com mais precisão a oferta realmente ativa no mercado. Afinal, moedas antigas ou potencialmente perdidas não influenciam diretamente a dinâmica atual de negociação. Dessa forma, o indicador tende a capturar melhor o comportamento recente dos investidores.

Atualmente, esse preço realizado ajustado está próximo de US$ 72.500. No entanto, o Bitcoin não consegue se manter acima desse nível de forma consistente, o que faz com que a faixa funcione como resistência técnica.

Além disso, dados históricos reforçam a leitura de cautela. Em ciclos anteriores, períodos abaixo desse indicador coincidiram com fases prolongadas de fraqueza. Em alguns casos, a recuperação levou entre seis e dez meses, o que sugere um cenário ainda indefinido no curto prazo.

Padrão histórico reforça cautela

Conforme o analista, o comportamento atual pode indicar a continuidade de um ciclo mais fraco. Embora o mercado já acumule meses de desempenho lateralizado, ainda há espaço para mais tempo de consolidação ou até novas quedas.

Assim, enquanto o Bitcoin permanecer abaixo desse nível ajustado, o cenário tende a favorecer volatilidade elevada e dificuldade de retomada consistente.

Alta atividade no mercado não define tendência

No momento da publicação, o Bitcoin era negociado próximo de US$ 66.629, com leve alta nas últimas 24 horas. Ainda assim, o desempenho mensal segue praticamente estável, com pequena variação negativa.

Por outro lado, a atividade dos traders aumentou. O analista Ali Martinez destacou que esse movimento costuma ocorrer em períodos de incerteza, quando a volatilidade atrai operações especulativas.

Dados da CryptoQuant indicam que o open interest do Bitcoin alcançou cerca de US$ 30 bilhões em março, o maior nível em 2026. Além disso, uma parcela relevante desse volume foi registrada na Binance, com novos contratos somando aproximadamente US$ 829 milhões.

Esse aumento de participação, no entanto, não garante reversão de tendência. Pelo contrário, níveis elevados de open interest frequentemente antecedem movimentos mais bruscos de preço.

Fatores macro seguem no radar

Desde outubro de 2025, o Bitcoin enfrenta dificuldades para sustentar uma tendência de alta consistente. Nesse sentido, fatores macroeconômicos continuam influenciando o comportamento do ativo.

Entre os principais pontos estão a liquidez global, o ambiente de juros e a demanda institucional. Portanto, uma recuperação mais sólida dependerá do alinhamento desses elementos.

Bitcoin
BTC sendo negociado próximo de US$ 66.771 no gráfico diário | Fonte: TradingView

Em resumo, o Bitcoin segue abaixo do nível crítico de US$ 72.500, enquanto o aumento na atividade de mercado reforça um ambiente volátil. Nesse ínterim, o comportamento do preço nas próximas semanas tende a ser decisivo para definir a direção do próximo movimento relevante.