Paquistanês usa cripto para se aproximar de Trump
O Paquistão tem adotado uma estratégia incomum para ampliar sua influência internacional. O país passou a usar o setor de criptomoedas como ferramenta diplomática, conforme mostrou uma reportagem internacional. Nesse contexto, a atuação de Bilal Bin Saqib, conselheiro de 35 anos, ganhou destaque ao conectar o governo a figuras associadas ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Estratégia com cripto amplia articulação internacional
Autoridades paquistanesas receberam, em janeiro, o CEO da World Liberty Financial, Zachary Witkoff, em Islamabad. O encontro contou com a presença do primeiro-ministro Shehbaz Sharif e do chefe do Exército, Asim Munir. Assim, o peso político da agenda aumentou, especialmente diante de discussões envolvendo stablecoins.
Embora o entendimento tenha caráter exploratório, o movimento sinaliza uma estratégia mais ampla. Em outras palavras, o Paquistão busca estreitar relações com nomes influentes do mercado de criptomoedas nos Estados Unidos. Como resultado, o país ampliou sua visibilidade em Washington e abriu novos canais de diálogo.
Bilal Bin Saqib afirmou que a visita ajudou a “colocar o Paquistão no mapa”. Além disso, destacou que a cripto facilitou conexões estratégicas e reforçou a confiança com interlocutores norte-americanos. Nesse sentido, a tecnologia financeira passou a integrar também a diplomacia do país.
Bilal Bin Saqib lidera aproximação com o setor
A ascensão de Saqib no governo ocorreu rapidamente. Desde março de 2025, ele assumiu papel central na articulação com o setor cripto. Além disso, participou da aproximação com Changpeng Zhao, fundador da Binance, que posteriormente passou a atuar como conselheiro estratégico do Conselho de Cripto do Paquistão.
Ao mesmo tempo, Saqib organizou a visita de executivos da World Liberty Financial ao país. Durante a agenda, as partes assinaram uma carta de intenções voltada à adoção de stablecoins. Em seguida, o conselheiro participou de encontros com Zachary Witkoff em Mar-a-Lago e marcou presença em uma conferência sobre Bitcoin em Las Vegas, ao lado de figuras ligadas a Donald Trump.
Segundo a apuração, Saqib também se reuniu com autoridades da Casa Branca ligadas a ativos digitais e integrou a delegação comercial paquistanesa em Washington. Nesse contexto, sua atuação contribuiu para discussões mais amplas envolvendo comércio e cooperação bilateral.
Cripto se conecta a comércio e interesses estratégicos
A movimentação do Paquistão no setor de criptomoedas vai além da inovação financeira. De fato, a iniciativa aparece associada a negociações mais amplas que envolvem comércio, segurança e recursos estratégicos. O cenário sugere uma tentativa de reposicionamento geopolítico por meio da tecnologia.
Alguns desdobramentos recentes indicam avanços na relação bilateral. Medidas envolvendo tarifas comerciais e cooperação em segurança foram interpretadas como sinais de maior alinhamento, embora nem todos os pontos tenham sido formalmente detalhados de forma pública.
Ao mesmo tempo, o Paquistão passou a ser visto como possível interlocutor em temas regionais sensíveis, especialmente diante das tensões envolvendo o Irã. Assim, a diplomacia baseada em tecnologia financeira ganha dimensão estratégica.
No cenário interno, o mercado cripto também chama atenção. O país reúne cerca de 40 milhões de usuários e movimenta volumes estimados acima de US$ 300 bilhões. Esses números reforçam o potencial econômico da estratégia adotada.
Interesse externo cresce no mercado paquistanês
Grupos empresariais ligados a Donald Trump têm avaliado oportunidades no setor financeiro digital do Paquistão. Paralelamente, empresas americanas analisam o potencial do país em minerais de terras raras. Dessa forma, a agenda com criptomoedas também se conecta a investimentos em áreas estratégicas.
Como resultado, a atuação de Bilal Bin Saqib ajudou a aproximar o Paquistão de líderes globais do setor cripto e de autoridades norte-americanas. Esse movimento, por sua vez, favorece discussões mais amplas sobre comércio, segurança e investimentos internacionais.
O avanço dessa estratégia apontou como a cripto vem sendo utilizada como ponte diplomática. Em suma, o Paquistão tenta transformar tecnologia financeira em instrumento de influência global.