Ethereum mostra mais resiliência que XRP e Solana

A disputa entre Ethereum, Solana e XRP se intensificou nos últimos anos, à medida que investidores buscam identificar qual ativo apresenta maior resiliência. Durante o último ciclo de alta, a Solana se destacou ao atingir novas máximas antes do Ethereum, enquanto o XRP não renovou seu recorde histórico. No entanto, com o fim do bull market, o cenário mudou de forma relevante.

Agora, o foco recai sobre qual criptomoeda preservou melhor seu valor. Nesse sentido, os dados mais recentes indicam diferenças claras de desempenho. Embora todos tenham sofrido com a correção, cada ativo apresentou níveis distintos de estabilidade.

Ethereum acompanha o Bitcoin e sustenta melhor o valor

O Ethereum alcançou uma máxima próxima de US$ 4.953 no último ciclo. Contudo, esse patamar foi breve, já que o mercado entrou em retração pouco depois. Como a segunda maior criptomoeda em valor de mercado, o ativo seguiu movimento semelhante ao do Bitcoin.

Dados do CoinMarketCap indicam que o Ethereum recuou cerca de 59% desde 2025. Em comparação, o Bitcoin caiu aproximadamente 47% no mesmo intervalo. Assim, observa-se forte correlação entre os dois ativos.

Além disso, o volume diário de negociações também diminuiu de forma expressiva. Informações da Coinglass apontam retração superior a 65% em relação ao pico. Ainda assim, o Ethereum mantém leve valorização anual, próxima de 6%.

Esse comportamento sugere maior resiliência relativa. Em outras palavras, o ativo conseguiu absorver melhor o impacto da reversão do mercado quando comparado a outras altcoins relevantes.

XRP perde força após não renovar máxima

O XRP registrou forte valorização entre 2024 e 2025, com alta próxima de 600% e preço na faixa de US$ 3,5. Ainda assim, o ativo não superou sua máxima histórica de US$ 3,8, registrada em 2017.

Esse fator reforça uma leitura de fraqueza relativa. Posteriormente, após o topo em 2025, o XRP entrou em trajetória de queda. Atualmente, é negociado abaixo de US$ 1,5, o que representa desvalorização superior a 65% em relação ao pico.

No acumulado do ano, a queda gira em torno de 37%. Esse desempenho ocorre mesmo após eventos considerados positivos pelo mercado, como avanços no caso judicial envolvendo a Ripple e a SEC. Além disso, discussões sobre produtos institucionais ligados ao ativo chegaram a circular, embora sem confirmação ampla de adoção por grandes gestoras como a Vanguard.

Ainda assim, o mercado interpreta a incapacidade de sustentar a demanda como um possível sinal de fragilidade no curto e médio prazo.

Solana liderou na alta, mas recuou com mais intensidade

A Solana foi um dos principais destaques do último ciclo de alta. O ativo superou Ethereum e XRP em valorização, impulsionado sobretudo pela atividade de memecoins em sua rede. Como resultado, atingiu máximas históricas sucessivas.

No entanto, a correção também foi mais intensa. Dados do CoinMarketCap mostram que a Solana permanece mais de 71% abaixo da máxima histórica de US$ 294, registrada em 2025.

Nos últimos 12 meses, o ativo acumula queda superior a 35%. Além disso, voltou a ser negociado abaixo de US$ 100 pela primeira vez desde 2024. Esse movimento coincide com a desaceleração da atividade de memecoins, que anteriormente sustentava parte relevante da demanda.

Assim, a dependência desse segmento contribuiu para ampliar a volatilidade. Como resultado, a Solana apresenta o desempenho mais fraco entre os três ativos analisados.

Comparação indica vantagem relativa do Ethereum

De forma geral, os dados sugerem que o Ethereum preservou melhor seu valor ao longo da fase recente de queda. Enquanto isso, o XRP ocupa posição intermediária, e a Solana registra a maior desvalorização.

Gráfico do preço do Ethereum

Fonte: TradingView

Em suma, apesar da correção generalizada no mercado de criptomoedas, o Ethereum demonstrou maior estabilidade relativa. Por conseguinte, sua queda foi mais controlada, ao passo que XRP e Solana enfrentaram perdas mais acentuadas após seus respectivos picos.